As bolsas europeias encerraram a sessão de quinta-feira, 29, predominantemente em alta, impulsionadas pela manutenção dos juros pelo Banco Central Europeu e por balanços corporativos. O cenário ainda contou com o apoio da queda do petróleo e da expectativa de retomada das conversas diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, o que elevou o apetite por risco entre os investidores.
O Banco Central Europeu decidiu manter a taxa de depósito em 2,5%. A presidente Christine Lagarde alertou para riscos de inflação mais elevada e crescimento mais fraco, além de anunciar uma saída antecipada prevista para fevereiro. O ING projeta um aumento dos juros em dezembro. Paralelamente, o sentimento econômico da zona do euro recuou além do esperado.
Londres teve o FTSE 100 em alta de 0,26%, a 10.722,07 pontos. Frankfurt registrou o DAX subindo 1,36%, a 26.052,75 pontos. Paris viu o CAC 40 ganhar 1,05%, a 7.970,00 pontos. Milão avançou com o FTSE MIB em 0,36%, a 50.002,36 pontos. Lisboa fechou com o PSI 20 valorizado em 0,80%, a 9.319,57 pontos. As cotações são preliminares.
Madri foi a exceção na sessão, com o Ibex 35 caindo 0,11%, a 18.862,30 pontos, pressionado pelos bancos após resultados trimestrais. O BBVA perdeu mais de 2,8% devido à queda do lucro ante o trimestre anterior, aumento de custos e provisões. O Santander recuou 0,4%, estendendo perdas da véspera.
Entre as empresas em destaque na Europa, a Shell subiu 1,6% em Londres após quase dobrar o lucro ajustado e ampliar para US$ 5 bilhões a recompra de ações. A Haleon despencou mais de 15,6% depois de cortar projeções, enquanto o Lloyds caiu 5,4% apesar do lucro acima do esperado.



