Na quarta-feira (7), a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) representação contra Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal, Nahuel Medina e Kevim Flores, acusando-os de distribuir criptomoedas em troca de propaganda eleitoral favorável ao candidato do PL, em clara violação aos princípios de igualdade de condições e transparência previstos na legislação eleitoral brasileira.
Investigações e Procedimentos O ficiais
A denúncia, distribuída à ministra relatora Estela Aranha na manhã de quinta-feira, fundamenta-se em apurações conduzidas pela equipe jurídica da campanha Lula com apoio da Assessoria de Controle Eleitoral do TSE, que identificou movimentações financeiras irregulares por meio de carteiras digitais vinculadas aos réus, com transferências de ativos criptográficos equivalentes a mais de R$ 2 milhões em doações não declaradas.
O caso reforça um precedente preocupante no cenário eleitoral, já que a utilização de criptomoedas como moeda de troca política desafia os mecanismos tradicionais de controle de gastos de campanha e exige atualização dos protocolos de fiscalização da Justiça Eleitoral.
Mais de R$ 2 milhões em criptomoedas teriam sido distribuídas ilegalmente em troca de propaganda eleitoral favorável ao candidato do PL
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A coligação 'Brasil Pronto Pra Mais', responsável pela chapa Lula, requereu liminar para suspender imediatamente o site Brasil 22 Token, encerrar o programa de distribuição dos ativos digitais e retirar publicações vinculadas à campanha dos acusados das redes sociais, sob fundamento de risco iminente à lisura do pleito e à configuração de abuso de poder econômico.
O TSE ainda não se manifestou sobre o pedido liminar, mas destacou que a análise da representação está em andamento com prioridade máxima, enquanto especialistas apontam que a decisão pode gerar precedentes para futuras eleições caso venham a ser reconhecidas as práticas investigadas.


