Cerca de 800 mil fiéis se concentrou na Avenida Champs-Élysées, em Paris, no sábado (26/9), para a missa campal conduzida pelo papa Leão XIV, que se encontra em visita oficial à França há dois dias, superando em 200 mil o número de inscritos previamente informados pelo Vaticano (600 mil) e consolidando-se como um dos maiores eventos religiosos da história recente da capital francesa.
Contexto Histórico e Institucional da Visita Papal
A apuração realizada por órgãos competentes, incluindo o próprio Vaticano e autoridades francesas, confirmou a magnitude sem precedentes do encontro, que reuniu uma multidão estimada em 800 mil pessoas ao longo de um desfile de dois quilômetros pela principal avenida da cidade, simbolizando a força da fé católica em um país oficialmente laico. O pontífice, que desembarcou em Paris na sexta-feira (25/9), participou da oração na recém-reconstruída Catedral de Notre Dame, marcando a primeira visita papal ao local desde o incêndio de 2019, antes de seguir para a Praça da Concórdia, palco simbólico da República Francesa.
Além do caráter religioso, a visita assume relevância diplomática e social, com o papa dedicando momentos a migrantes e refugiados na Casa Bakhita, onde ouviu testemunhos de exilados do Afeganistão e Nigéria, reforçando sua orientação pastoral contra o descaso humano.
Cerca de 800 mil pessoas compareceram à missa campal na Champs-Élysées, superando em 200 mil o número previamente registrado pelo Vaticano.
Repercussão Governamental e Perspectivas Futuras
O presidente Emmanuel Macron optou por não participar diretamente da celebração religiosa, em respeito ao princípio laico do Estado francês, mas enviou dois altos representantes do governo para acompanhar o evento, sinalizando reconhecimento institucional sem violação de princípios constitucionais. O papa Leão XIV reiterou sua proposta de que a fé deve "transbordar" para revitalizar a sociedade, pedindo que a "água viva do Espírito Santo" flua por toda a França durante homilia na Praça da Concórdia.
A visita segue agora para Lourdes, principal destino mariano da França, enquanto o pontífice deve continuar atividades pastorais focadas em migrantes, com prováveis encontros adicionais com comunidades vulneráveis ao longo do trajeto.



