O SBT suspendeu temporariamente o jornalista Rodrigo Bocardi da apresentação do SBT Cidades, após denúncia de Jonas Donizete, ex-secretário de Tecnologia e Comunicação de Embu das Artes, que o acusou de exigir pagamentos de prefeituras para garantir coberturas positivas sobre administrações municipais em seu canal na BocaTV.
Contexto e Apuração da Denúncia
A investigação do SBT foi formalmente iniciada com a apresentação da denúncia por Jonas Donizete, que afirmou possuir um vídeo que evidencia o suposto cobrança de valores para a realização de coberturas favoráveis às prefeituras em reportagens veiculadas na BocaTV, canal associado ao programa SBT Cidades.
Conforme registros públicos e apurações internas da emissora, a suposta prática contraria os princípios de isonomia e ética jornalística, já que envolveria acordos bilaterais com gestores municipais para obtenção de publicidade em troca de cobertura editorial favorável.
O episódio se insere em um cenário mais amplo de tensões entre veículos de mídia e poderes locais, onde a influência de figuras públicas sobre pautas regionais tem sido alvo de crescente escrutínio por parte de órgãos reguladores e da sociedade civil.
A versão apresentada por Bocardi, conforme registrado em entrevista concedida à, defende a legalidade dos acordos firmados com prefeituras sob a figura de parcerias publicitárias, negando qualquer cobrança indevida ou imposição editorial.
O jornalista também afirmou tratar-se de vítima de vingança política por parte do ex-secretário, cujos interesses teriam sido abalados pela postura crítica do SBT Cidades em relação à gestão municipal em Embu das Artes.
O SBT suspendeu temporariamente o jornalista Rodrigo Bocardi da apresentação do SBT Cidades após acusação de cobrar prefeituras por coberturas positivas na BocaTV.
Repercussão Institucional e Próximos Desdobramentos
O SBT confirmou que a suspensão está sendo analisada pelo setor de compliance da empresa, que deve definir as medidas cabíveis com base nos resultados da apuração interna e nas eventuais implicações legais do caso.
A direção da emissora também vetou recentemente a participação do jornalista em campanhas promocionais da BocaTV, considerando que o uso excessivo do espaço jornalístico para fins particulares poderia comprometer a credibilidade da programação.
Especialistas em direito administrativo apontam que, se comprovada a prática descrita, o conduta pode configurar violação à Lei nº 8.666/93, que regula os atos e contratos administrativos federais, bem como aos princípios da moralidade e impessoalidade exigidos no exercício da função pública.
O desenrolar do caso deve ocorrer sob intenso acompanhamento da categoria jornalística e dos órgãos de fiscalização, com possibilidade de sanções disciplinares internas ou até abertura de inquérito formal pelo Ministério Público.



