Aliados próximos a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enxergam o senador como mais radicalizado após sua viagem aos Estados Unidos, realizada depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu a apreensão de seus passaportes. Segundo a analista de Política da CNN Jussara Soares, a saída do país aconteceu sem aviso ao núcleo duro da campanha, causando desconforto entre lideranças do PL. Na última quarta-feira (28), Flávio divulgou uma carta com teor golpista na qual se intitulava "verdadeiro presidente eleito do Brasil"; posteriormente, o texto foi reformulado para referir-se a ele como "um líder do Brasil".
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reprovou publicamente a postura e adotou uma estratégia deliberada de distanciamento para evitar novas complicações judiciais ao partido. A cautela de Valdemar está ligada ao histórico recente da sigla: em 2022, o PL foi multado em 22 milhões de reais por Alexandre de Moraes, então presidente do TSE, devido à contestação do resultado das urnas, e o próprio Valdemar foi investigado por endossar questionamentos ao sistema eleitoral. Quem já passou por essa situação está tomando todo o cuidado para evitar qualquer tipo de problema novamente.
