Em Belo Horizonte, Duda Salabert (PSol) assegurou sua reeleição como deputada federal por Minas Gerais no dia 4 de outubro de 2024, obtendo 229 mil votos e consolidando-se como a terceira candidatura mais votada no estado, em um pleito marcado por intenso clima de hostilidade política e ameaças diretas à própria integridade física.
Contexto Histórico e Apuração dos Fatos
A apuração realizada pela Justiça Eleitoral confirmou a vitória de Salabert com precisão técnica, enquanto seu relato sobre uma tentativa de homicídio ocorrida em área de mineração no interior de Minas Gerais — onde afirmou ter sido alvo de ameaças verbais como 'pega o cano' e 'vamos te matar' — desencadeou investigações policiais que buscam identificar os autores por meio de laudos periciais e opoções de rastreamento em tempo real.
O fato ocorreu após o término da campanha eleitoral, quando a candidata, já eleita, teria recebido mensagens e ligações intimidativas em sua residência no distrito de Congonhas, zona rural da cidade, com indícios claros de preparação para um ataque físico, conforme registrado em boletim de ocorrência oficial.
Duda Salabert foi reeleita com 229 mil votos, tornando-se a terceira candidata mais votada em Minas Gerais e a primeira mulher trans a ocupar uma vaga na Câmara dos Deputados por esse estado.
Repercussão Política e Desdobramentos Imediatos
A denúncia gerou reação imediata do Ministério Público Federal em Minas Gerais, que acionou as autoridades policiais para apurar os fatos sob o crivo do crime de ameaça qualificado e tentativa de homicídio, enquanto parlamentares de diferentes legendas manifestaram solidariedade à deputada, inclusive o líder da oposição que destacou a importância da proteção a figuras públicas em contextos de polarização.
A trajetória de Salabert, que já havia feito história ao ser a primeira mulher trans eleita deputada federal por Minas Gerais em 2022 com 208.332 votos, agora se estende para um novo mandato com amplo respaldo popular, embora permeado por riscos reais à sua segurança física.
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