Virada histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provoca forte reação nos mercados e aumenta expectativa pelo plano econômico do quarto mandato.
A correção dos preços dos ativos financeiros foi violenta. Tesouro Nacional e Banco Central tiveram que intervir no mercado de títulos e de câmbio para devolver alguma funcionalidade aos negócios, num ambiente onde só apareceu vendedor.
Lula faz história ao conquistar a presidência pela quarta vez, na virada inédita e legítima pela escolha da maioria. Por isso mesmo, tem mais responsabilidade na correção – essa sim necessária – dos rumos da economia.
Um dia negativo nos mercados pode não assustar, mas Lula não pode desprezar a urgência de recolocar as contas públicas sob controle para não comprometer ainda mais o crescimento.
Do outro lado da disputa, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) insiste em não reconhecer a derrota e ganhou adesão do presidente americano, Donald Trump, sem provas, diz que a eleição brasileira "pareceu" fraudada. Flávio, pela decisão do ministro Alexandre de Moraes, terá que entregar seus passaportes à Justiça.
Em seu último mandato, Lula não precisa mais de votos, mas necessita de popularidade para enfrentar um Congresso ainda mais adverso. Mesmo vitorioso, continua com alta rejeição e as decisões que tomar sobre a economia serão a assinatura final sobre seu legado.



