O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), articula com lideranças partidárias a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para substituir o atual sistema proporcional de lista aberta pelo voto distrital misto. A iniciativa busca ser apreciada ainda neste ano e exige, para aprovação, 308 votos favoráveis em dois turnos na Câmara e 49 no Senado.
O deputado Domingos Neto (PSD-CE) deve relatar a matéria em plenário, já que ele acompanha um Projeto de Lei similar na Comissão de Constituição e Justiça. O parecer está pronto, mas aguarda a conclusão das conversas de Motta com as bancadas para seguir adiante.
A proposta divide os parlamentares: partidos do Centrão, como PP, União Brasil, PSD e Republicanos, apoiam a discussão, enquanto a oposição, liderada pelo PL, se posicionou contra. O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) declarou publicamente que é contrário à mudança da legislação eleitoral sobre o voto distrital misto.
A articulação ganhou impulso após o desempenho de candidatos como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), que obtiveram mais de 3 milhões de votos. Para o consultor Pedro Müller, esse resultado fez legendas tradicionais questionarem se o sistema atual ainda favorece seus interesses.



