Durante comício na Praça Cívica de Natal, no Rio Grande do Norte, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou sua proposta de indicar cinco ministros ao STF e mencionou o processo de impeachment de Alexandre de Moraes, enquanto se negou a comentar o contrato de R$ 427 milhões da Turma do KN com o Banco Master. A fala ocorreu sob o olhar de aliados como Álvaro Dias e Rogério Marinho, diante de uma plateia que lotou a região central da capital potiguar. O evento, enquadrado no calendário eleitoral em fase final, trouxe à tona questionamentos sobre o vínculo entre a campanha e investigações judiciais em curso.
Contexto Institucional e Estratégia Política da Campanha
A apuração realizada pela imprensa local confirmou que, durante discurso noturno no comício potiguar realizado em 21 de setembro, Flávio Bolsonaro vinculou o presidente Lula à suposta 'tropa' responsável por atrasos processuais no STF relacionados ao caso Banco Master, embora sem comprovar os fatos.
O senador mantém postura de ausência total em relação ao contrato milionário, negando qualquer conhecimento ou condição de comentar sobre o tema, mesmo após ser questionado diretamente pelo durante a passagem pela cidade.
Flávio Bolsonaro afirmou que indicará cinco ministros ao STF e que o impeachment de Alexandre de Moraes está entre seus planos caso seja eleito
Repercussão Jurídica e Estratégias de Campanha no Nordeste
Autoridades do Tribunal Superior Eleitoral e juristas consultados destacam que a menção a um eventual impeachment de um ministro do STF configura ato político altamente sensível, cuja viabilidade depende exclusivamente da composição da Corte e do resultado das eleições.
A estratégia de Flávio Bolsonaro ao focar em estados historicamente favoráveis ao PT, como Rio Grande do Norte e Maranhão, busca consolidar base eleitoral no Nordeste enquanto enfrenta resistência crescente à sua figura central no pleito nacional.



