Na madrugada de 28 de agosto de 2026, o delegado da Polícia Federal Albert Paulo Sérvio de Moura confrontou o ex-presidente do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro, com mensagens extraídas de seu celular durante depoimento por videoconferência na Papudinha, onde o empresário reconheceu participação inicial no projeto "Inserção Jovens" e detalhou os mecanismos adotados para ocultar pagamentos ao então chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do Banco Central, Belline Santana.
Contexto Institucional e Histórico da O peração
A apuração conduzida pela Polícia Federal, sob sigilo de processo inquérito aberto sob a O peração Compliance Zero, revelou que as conversas apresentadas ao ex-banqueiro foram submetidas a perícia digital e integradas ao inquérito que apura possíveis irregularidades na gestão de recursos públicos vinculados a projetos sociais no âmbito do Banco Central. As mensagens, obtidas em outubro de 2023, evidenciam negociações entre Daniel Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel e o sócio Leonardo Palhares, com a finalidade de encaminhar documentação e efetuar repasses financeiros ao Desup por intermédio da Super Empreendimentos, empresa vinculada à estrutura familiar do ex-dono do Banco Master.
O s antecedentes indicam que o projeto "Inserção Jovens", idealizado por Belline Santana em conjunto com associações voltadas à inclusão racial em instituições financeiras, foi objeto de intenso acompanhamento por parte de Vorcaro, que afirmou ter orientado a assinatura e envio dos documentos ao chefe do Desup. Ele declarou ainda que tentava evitar que questões pessoais ficassem expostas dentro do Banco Master, mantendo rigoroso controle sobre os pagamentos relacionados ao initiative, sob risco de exposição que pudesse diferir da realidade operacional do grupo.
O ex-presidente do extinto Banco Master confirmou ter participado da fase inicial do projeto "Inserção Jovens" e orientado a assinatura e envio de documentos ao chefe do Desup do Banco Central.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
O Ministério Público Federal já acionou o caso para apurar possível prática de corrupção passiva e lavagem de recursos, com base nos elementos apresentados pelo delegado Sérvio de Moura, enquanto Belline Santana, alvo das investigações, mantém postura defensiva, alegando que suas atitudes estavam alinhadas a políticas institucionais de inclusão e que não houve qualquer vantagem indevida por parte do Banco Master.
Fontes próximas ao caso indicam que o processo seguirá para instâncias superiores com foco na responsabilização dos envolvidos, incluindo eventuais sanções administrativas ao Banco Central e à Superintendência Nacional de Administração Fiscal (Senaf), além da possibilidade de abertura de ação civil pública para ressarcir prejuízos ao erário.



