O candidato ao governador de Minas Gerais Patrus Ananias (PT) abalou a agenda política ao cancelar sua participação no 32º Grito dos Excluídos, evento de grande envergadura que reuniu milhares de manifestantes em Belo Horizonte na segunda-feira (7/9), após o falecimento de seu irmão, Márcio José Patrus Ananias, aos 81 anos, no domingo (6/9).
Contexto Pessoal e Institucional da Suspensão
A apuração realizada pela reportagem confirmou que Patrus Ananias suspendeu sua presença no 32º Grito dos Excluídos, ato organizado pela esquerda e estimado em 70 mil participantes segundo o governo Lula, que ocorreu na Esplanada dos Ministérios no Rio de Janeiro no dia 7 de setembro. A decisão do candidato foi tomada imediatamente após o óbito de seu irmão, ocorrido no domingo (6/9), fato que demandou o afastamento das agendas de campanha previstas para a segunda-feira, incluindo compromissos políticos em Minas Gerais.
A morte de Márcio José Patrus Ananias, figura proeminente no movimento sindical e histórico aliado do Partido dos Trabalhadores, gerou comoção no cenário político mineiro e nacional, mas não revelou causas específicas para o falecimento, conforme informação divulgada inicialmente pelos familiares.
O 32º Grito dos Excluídos reuniu 70 mil pessoas em defesa da moradia, da paz e da soberania popular, segundo estimativa oficial do governo federal.
Repercussão Política e Desdobramentos Imediatos
A ausência do candidato petista foi recebida com ressalvas por setores da direção nacional do partido, que destacaram a necessidade de preservação da saúde familiar em momentos de luto, ao mesmo tempo em que criticaram a baixa adesão ao evento em Minas Gerais, onde apoiadores do deputado se retiraram antes do término após o anúncio de sua não comparecimento.
Ainda assim, a candidata federal Bella Gonçalves (PT) participou do ato no Rio de Janeiro e afirmou a importância da defesa da democracia e do fim da escala 6×1, reforçando que o movimento representou uma mobilização maior que as polarizações políticas habituais.



