A avaliação do programa do Noblat revelou o risco institucional decorrente da estratégia de Flávio Bolsonaro de indicar até cinco ministros para garantir maioria de sete votos no Supremo Tribunal Federal, num cenário que ameaça a autonomia judicial e a estabilidade institucional do país.
Contexto Institucional e Estratégia Política
A análise realizada pelo Noblat apontou que a indicação simultânea de cinco nomes para os cargos ministeriais criaria, na prática, uma maioria absoluta no STF, o que comprometeria o equilíbrio entre os poderes e potencialmente inviabilizaria decisões judiciais independentes, especialmente em matéria de controle de constitucionalidade.
O desenrolar desse plano ocorre em um momento de intensificação das tensões políticas, com o governo Lula buscando consolidar sua agenda reformista enquanto enfrenta resistência de setores que defendem uma agenda mais conservadora, marcando um novo capítulo na polarização institucional do Brasil.
O programa identificou risco institucional ao projetar uma maioria de sete votos no STF com até cinco ministros indicados por Flávio Bolsonaro.
Repercussão Legal e Reações Institucionais
A Procuradoria-Geral da República e o Conselho Nacional de Justiça ainda não se manifestaram oficialmente sobre a constitucionalidade da proposta, mas juristas consultados pela reportagem alertam que a concentração excessiva de poder no Judiciário viola o princípio da separação de poderes previsto na Constituição Federal.
Especialistas em direito eleitoral e político apontam que, se concretizada, a estratégia poderá gerar ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) e desgastar a legitimidade do Poder Judiciário diante da opinião pública.



