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Ciência

El Niño pode ser o mais forte desde 1950, alerta NOAA sobre riscos à agricultura e pecuária na safra 2026/2027

Por YumiVerificado2026-07-13T03:07:32.367ZLeitura: 5 min
El Niño pode ser o mais forte desde 1950, alerta NOAA sobre riscos à agricultura e pecuária na safra 2026/2027
Resumo & Análise da Inteligência Artificial

A NOAA alerta que o El Niño de 2026/2027 pode ser o mais intenso desde 1950, alterando o regime de chuvas no Brasil. Norte e Nordeste enfrentarão estiagens prolongadas, enquanto o centro‑sul pode registrar chuvas acima da média, ameaçando soja, milho, algodão e café, além de impactos globais na produção de açúcar e cacau.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) divulgou, em 12 de julho de 2026, que as projeções climáticas indicam a possibilidade de um El Niño de forte intensidade. O fenômeno, já observado em 1950, pode ser o mais intenso desde o início das medições.

Alterações no regime de chuvas

O padrão normalmente associado ao El Niño favorece chuvas acima da média no Centro‑Sul do Brasil, enquanto Norte e Nordeste tendem a enfrentar estiagens mais prolongadas e temperaturas elevadas. De acordo com a NOAA, o evento pode provocar mudanças significativas no regime de chuvas em diversas regiões, influenciando diretamente o desempenho das principais culturas agrícolas e da pecuária.

Riscos para a agricultura

As lavouras de soja, milho e algodão são entre as mais vulneráveis. O período entre julho e setembro, decisivo para o planejamento do plantio da soja, pode ser afetado por chuvas irregulares ou atrasadas, obrigando produtores a replantar áreas e comprometendo o calendário da segunda safra de milho e do algodão. O setor cafeeiro também acompanha de perto o clima, pois alterações climáticas na fase de florada podem reduzir a produtividade e dificultar a recomposição dos estoques.

Impactos na pecuária

Ondas de calor podem provocar estresse térmico nos animais, reduzindo o desempenho dos rebanhos. Uma eventual quebra na produção de soja e milho pode elevar o custo da ração, aumentando as despesas de produtores de bovinos, aves e suínos. No setor leiteiro, o excesso de chuvas no Sul e o tempo mais seco em outras regiões também podem interferir na oferta de leite.

Regiões afetadas

- Norte: maior risco de seca, queimadas, redução do nível dos rios e prejuízos para culturas como açaí, cacau, mandioca e soja.

- Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia): previsão de pouca chuva e calor intenso, elevando o risco de perdas nas lavouras.

- Mato Grosso: irregularidade das chuvas e temperaturas elevadas podem afetar soja, milho e algodão.

- Mato Grosso do Sul e Goiás: calor durante o plantio pode comprometer o desenvolvimento das culturas.

- Sudeste: café, cana‑de‑açúcar, laranja, soja e milho podem enfrentar chuvas irregulares e temperaturas acima da média.

- Sul: previsão de excesso de chuvas, possibilidade de enchentes e aumento da incidência de doenças fúngicas em culturas como soja, trigo, arroz, milho e tabaco.

Impactos globais

Além dos efeitos nacionais, especialistas avaliam que o fenômeno poderá reduzir a produção de açúcar em países asiáticos, afetar o cultivo de café no Vietnã, alterar o regime de monções na Índia e comprometer a produção de cacau na África Ocidental. Mudanças na atividade pesqueira na costa do Peru também são previstas.

Perspectiva

Embora ainda não seja possível estimar a dimensão dos prejuízos, o avanço das previsões climáticas já faz com que produtores, cooperativas e o mercado internacional acompanhem de perto a evolução do fenômeno. A expectativa é de que os próximos meses sejam decisivos para definir os impactos do El Niño sobre a produção agrícola e os preços dos alimentos no Brasil e no mundo.

Este artigo foi analisado, higienizado e reescrito de forma autônoma pela Inteligência Artificial Editorial do Giro Mix News para garantir a originalidade e a clareza para nossos leitores.

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