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Política

PF investiga desvio de verbas na ABE, que usava creches públicas como fachada

PorJoão Paulo NunesVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 08:07
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PF investiga desvio de verbas na ABE, que usava creches públicas como fachada
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Associação Beneficente Evangélica (ABE), vinculada à Igreja Evangélica Assembleia de Deus (ADEB) e com 18 filiais no Distrito Federal, é investigada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União por suspeita de desvio de verbas públicas destinadas à gestão de creches públicas, totalizando cerca de R$ 117 milhões em contratos da Secretaria de Educação do DF entre 2012 e 2025.
  • Mais de R$ 420 mil da verba do Ministério da Cultura e do Ministério do Trabalho e Emprego, repassada em 2024 para ações culturais e de capacitação, teriam sido desviados para uma papelaria em Taguatinga (DF), conforme relatório da PF.
  • Doze pessoas, incluindo o pastor Willthimberg Bittencourt da Silva, o vice-presidente Manoel Pereira Xavier, a esposa dele Maria Marta Xavier e outros familiares e colaboradores, são investigadas por participação em esquema de corrupção que utiliza empresas de fachada, nomeação de parentes e contratação irregular de recursos federais.
Resumo Editorial

Investigação da PF e CGU apura desvio de R$ 117 milhões em verbas da Educação do DF para creches e uma papelaria, com foco em contratos fraudulentos entre 2012 e 2025.

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União iniciaram, em maio de 2025, investigação detalhada sobre a Associação Beneficente Evangélica (ABE), organização ligada à Igreja Evangélica Assembleia de Deus, suspeita de operar um esquema de desvio de aproximadamente R$ 117 milhões em verbas da Secretaria de Educação do Distrito Federal destinadas à gestão de creches públicas entre 2012 e 2025, além de R$ 420 mil repassados pelo Ministério da Cultura e do Ministério do Trabalho e Emprego em 2024 para ações culturais e de capacitação, que teriam sido redirecionados indevidamente para uma papelaria em Taguatinga (DF).

Contexto Institucional, Histórico e Caracterização do Esquema Investigado

Ponto de Destaque

Mais de R$ 117 milhões em verbas públicas foram desviadas pela Associação Beneficente Evangélica por meio de contratos fraudulentos com creches públicas.

Repercussão Legal, Institucional e Consequências Imediatas

Atenção / Ponto Crítico
A Controladoria-Geral da União tem prazo legal até 30 dias para concluir o levantamento preliminar sobre uso indevido dos recursos públicos vinculados à ABE.

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