A análise histórica mostra que, desde 2010, houve quatro eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, mas apenas três são consideradas relevantes para o mercado atual devido à baixa liquidez do bitcoin na primeira delas. Em 2018, o ativo caiu cerca de 54% após as eleições, porém esse movimento fazia parte de um mercado de baixa já em curso desde o fim de 2017. Já em 2022, a queda foi impulsionada pelo colapso da corretora FTX, sem relação com o pleito eleitoral.
O texto aponta que a coincidência entre as eleições e as quedas do bitcoin se deve ao ciclo de aproximadamente quatro anos do criptoativo, ligado ao halving, que costuma levar a fases de baixa após picos. Para 2026, o bitcoin ainda está cerca de 35% abaixo da máxima registrada em outubro de 2025. Além disso, os resultados variam conforme a janela de tempo analisada, e não há evidência clara de relação entre as eleições e o preço do ativo.
O mercado deve ficar atento às decisões pós-eleição, incluindo possíveis ataques dos Estados Unidos ao Irã após 3 de novembro, conforme reportagens da imprensa americana. O petróleo já opera próximo dos maiores níveis desde maio devido a esse prêmio de medo. Para o bitcoin, os fatores determinantes são inflação e juros: o Federal Reserve manteve a taxa básica entre 3,75% e 4% ao ano em 28 de outubro, com possibilidade de aumento em dezembro caso a inflação persista.



