Entre 1º e 16 de outubro de 2026, o Estado do Pará acumulou 5.922 focos de calor detectados por satélite, consolidando-se como o ente federativo com o maior número de queimadas no país, enquanto a fumaça gerada pelos incêndios florestais no oeste paraense e na calha do Rio Amazonas atingiu capitais vizinhas como Manaus, que permanece há dez dias consecutivos sob camadas densas de fuligem e índices críticos de qualidade do ar.
Contexto Institucional e Dados Preliminares da Crisis Ambiental
Segundo o Painel do Fogo do Censipam, 850 incêndios ativos foram registrados no Pará no último balanço, com municípios da calha norte e oeste — como Altamira (103 focos), Rurópolis (44), Itaituba (42) e Óbidos (38) — concentrando a maior parte dos eventos persistentes que exigem monitoramento constante por parte das brigadas de combate e órgãos ambientais.
O s dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelam que São Félix do Xingu liderou o ranking nacional com 620 focos de calor, seguido por Altamira (538) e Uruará (405), somando 1.563 ocorrências nos três municípios, enquanto cidades como Itaituba, Portel, Aveiro, Santarém, Óbidos, Placas e Mojuí dos Campos também constam entre as mais afetadas pela concentração crítica de focos ativos.
O Pará registrou 5.922 focos de calor entre 1º e 16 de outubro de 2026, concentrando o topo nacional de queimadas.
Repercussão Técnica e Desafios na Mitigação da Fumaça
As autoridades ambientais alertam que a janela prevista para conter os focos ativos e conter a fumaça se restringe a pancadas de chuva previstas pelo INMET entre 18 e 19 de outubro no sul e oeste do estado, quando uma frente úmida atinge a região; entretanto, rajadas de vento antes da precipitação podem modificar a trajetória da fumaça e dificultar a efetividade das operações de combate.
Enquanto isso, o Pará registra redução de 45,3% no desmatamento ilegal em comparação ao mesmo período do ano anterior, mas manteve a maior área derrubada da Amazônia Legal em termos absolutos, sinalizando avanços qualitativos que ainda não se traduzem em redução significativa do pressionamento antrópico sobre o bioma.
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