Na quinta-feira (27), o relatório da UBS BB reiterou sua recomendação de aquisição para o Brasil, fundamentando a decisão na perspectiva de redução da taxa Selic e nos ganhos associados à valorização do petróleo, mantendo a avaliação "overweight" como indicativo de maior exposição ao mercado brasileiro.
Análise de Mercado e Fundamentais Macroeconômicos
O documento, divulgado na tarde de quinta-feira, sustenta que a expectativa de corte de 1,25 ponto percentual na taxa Selic – atualmente fixada em 14% – deve contribuir para a valorização dos ativos brasileiros, em consonância com projeções consolidadas no Boletim Focus, que apontam para taxa de 13,75% até dezembro.
Além dos fatores monetários, o relatório destaca a resiliência econômica da região latino-americana, caracterizada por valuations atrativos, forte exposição às commodities e elevada participação do mercado doméstico, com o Brasil respondendo por 80% a 90% de suas receitas internas, reduzindo vulnerabilidades externas.
A projeção de queda da Selic em 1,25 ponto percentual até dezembro abre espaço para reavaliação positiva dos valuations das empresas brasileiras.
Repercussão Institucional e Perspectivas Estratégicas
A UBS BB reforçou sua posição ao alinhar-se às expectativas do mercado e ao reconhecer o impacto positivo da valorização do petróleo – impulsionada pelo cenário de preços acima de US$ 100 por barril – sobre as receitas da Petrobras e demais empresas com exposição ao setor energético.
O banco mantém a recomendação em um contexto de cautela do Banco Central, que tem realizado ajustes progressivos de 0,25 ponto por sessão desde março, sinalizando um ambiente propício à retomada de investimentos em ativos cíclicos.



