No cenário polarizado da eleição presidencial de 2022, o senador Flávio Bolsonaro (PL) converteu-se em ator-chave ao alinhar-se publicamente à proposta governamental de extinção da escala 6×1 e da jornada semanal de 44 para 40 horas, sinalizando uma reversão estratégica de posicionamento que, até maio, classificava como "inoportuna e eleitoreira", enquanto o presidente Lula (PT) aguarda o segundo turno marcado para domingo, 18 de outubro, com a certeza de confrontar o adversário em debate televisivo.
Revisão Estratégica de Posições e Fundamentação da Proposta Trabalhista
A apuração revela que a mudança de postura do senador ocorreu após visita ao pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e sob orientação de aliados que recomendaram mitigação de desgastes antes do pleito decisivo, conforme indicam fontes do círculo próximo ao parlamentar.
A iniciativa legislativa, respaldada pelo Executivo petista, propõe a substituição da jornada 6×1 por 40 horas semanais sem redução salarial, medida que, segundo analistas do setor empresarial, busca equilibrar demanda por maior qualidade de vida com viabilidade fiscal.
A proposta prevê redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte de salário, impactando mais de 12 milhões de trabalhadores sob regime CLT no Brasil.
Repercussões Jurídicas e Dinâmica Eleitoral no Segundo Turno
A postura revisionista foi consolidada após conselho de aliados estratégicos para evitar vulnerabilidades em temas sensíveis como a proposta trabalhista e o debate sobre símbolos religiosos, evidenciando cálculo político preciso por parte do candidato do PL.
Enquanto Lula já confirmou presença no debate da TV Band no dia 18, Flávio Bolsonaro inicialmente negou participação e posteriormente recuou ao aceitar o confronto, movimento que coincide com o recuo na oposição à escala 6×1.



