A Águas do Pará justificou a interrupção no fornecimento de água registrada no último sábado (31) como resultado de uma intervenção de alta complexidade técnica em uma tubulação de grande porte da rede de distribuição de Belém. Segundo a concessionária, os trabalhos foram concluídos por volta das 17h, com a retomada gradual do abastecimento nas áreas afetadas.
A empresa informou que a paralisação foi necessária para a execução segura de um reparo estrutural e para melhorias operacionais no sistema, visando aumentar a segurança, a estabilidade e a eficiência do abastecimento na capital. A concessionária lamentou os transtornos causados aos moradores e reafirmou seu compromisso com a melhoria contínua dos serviços.
Durante o desabastecimento, moradores dos bairros do Jurunas e da Cremação buscaram alternativas para conseguir água, sendo registrados retirando água de uma adutora nas proximidades do Canal da Quintino com a travessa Padre Eutíquio. A interrupção teve início durante uma manutenção iniciada na noite de sexta-feira (30), com previsão inicial de conclusão às 5h de sábado, prazo que foi posteriormente estendido.
Embora a programação inicial da concessionária previsse impacto em cinco bairros, a Prefeitura informou que cerca de 20 bairros foram atingidos. Diante da extensão do problema, o prefeito Igor Normando anunciou neste domingo (1º) que o município obteve uma decisão favorável em ação judicial contra a empresa.
A decisão determina que a Águas do Pará apresente informações sobre o fornecimento em cada bairro, incluindo previsões de normalização, dados de pressão e potabilidade da água e eventuais impactos em unidades de saúde. A empresa também deverá divulgar os locais afetados e atualizar as informações a cada seis horas.
Outra obrigação imposta é disponibilizar abastecimento emergencial por caminhões-pipa ou outros meios adequados, com prioridade para hospitais, unidades de saúde, abrigos, instituições de longa permanência para idosos e pessoas acamadas. O descumprimento das determinações pode resultar em multas de até R$ 250 mil.

