Na quarta-feira (23/9), durante encontro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com jornalistas em Brasília, dom Ricardo Hoepers, secretário-geral da entidade, anunciou a criação de um grupo de trabalho dedicado à análise crítica da inteligência artificial e suas implicações para a atuação institucional da Igreja Católica no Brasil, em linha com o legado do Papa Leão XIV.
Contexto Histórico e Estruturação do Grupo de Trabalho
O grupo de trabalho, coordenado pelo bispo de Campo Limpo (SP), dom Valdir José de Castro, reúne acadêmicos, professores e especialistas multidisciplinares para mapear desafios e oportunidades decorrentes do avanço tecnológico no âmbito eclesiástico, conforme evidenciado nas discussões ocorridas no encontro de imprensa realizado em fevereiro deste ano.
A iniciativa se insere em um quadro mais amplo de reflexão da CNBB sobre a necessidade de atualizar práticas pastorais à luz dos mutuados contextos sociais, após o lançamento do Dossiê ao Papa que evidenciou desigualdades na aplicação de políticas carcerárias e levantou questionamentos sobre favorecimento a evangélicos em unidades prisionais.
O Papa Leão XIV alertou que a inteligência artificial não compreende o que produz, reforçando que a tecnologia não deve substituir a experiência humana essencial à caminhada pastoral.
Repercussão Eclesiástica e Desdobramentos Futuros
Dom Valdir José de Castro destacou que o grupo tem caráter consultivo e não impositivo, visando orientar a Conferência na formulação de diretrizes que equilibrem inovação tecnológica com preservação dos sacramentos e da relação pastorai.
Especialistas apontam que o projeto deve culminar em diretrizes pastorais específicas para áreas como catequese digital, uso ético de algoritmos em decisões paroquiais e regulamentação do uso de plataformas digitais nas missões regionais.
<.



