Justiça ordena rastreamento de ativos digitais de sócios da Fictor
A Justiça de São Paulo determinou que dez corretoras forneçam, em prazo a ser fixado, informações detalhadas sobre a existência de contas bancárias, carteiras digitais, investimentos, saldos e demais ativos virtuais vinculados ao sócio, fundador e CEO da Fictor, Rafael Ribeiro Leite de Gois, bem como aos ex-sócios Rafael Paixão Ferreira Giuseppe e Luiz Phillippe Gomes Rubini.
Investidora aciona Justiça após esgotamento de diligências
A decisão foi proferida em resposta a uma ação movida por uma investidora que aplicou recursos no valor de R$ 300 mil na Fictor após o esgotamento das diligências ordinárias de localização de bens, buscando a identificação de patrimônio escondido para garantir eventual ressarcimento.
Recuperação judicial afeta milhares de credores
A Fictor, que declarou dívidas superiores a R$ 4,3 bilhões e entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro, vê-se ameaçada por uma crise que impacta mais de 13 mil investidores e credores, conforme informado no decorrer do processo.
Contestação do executivo e perspectivas futuras
O CEO da Fictor, Rafael Gois, recorreu da decisão alegando que a investidora responsável pela ação está incluída no plano de recuperação judicial do grupo, enquanto o Judiciário mantém a obrigação das corretoras de prestar contas sobre os ativos digitais vinculados aos acusados.
Com a abertura dessa investigação, a Justiça busca coibir a chamada "dispersão de patrimônio" praticada pelos sócios, que, segundo credores, teria dificultado o reconhecimento efetivo dos direitos dos participantes da Fictor.



