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Economia

Oncoclínicas reúne apoio de credores e avança com recuperação extrajudicial de R$ 5,7 bi

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Ontem às 22:43
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Oncoclínicas reúne apoio de credores e avança com recuperação extrajudicial de R$ 5,7 bi
Fatos Rápidos da Notícia
  • Oncoclínicas obteve adesão de credores que somam mais de R$ 3,5 bilhões (61,6%) para plano de recuperação extrajudicial
  • Plano abrange cerca de R$ 5,7 bilhões em dívidas e supera o mínimo legal de 50% exigido pela Lei nº 11.101/2005
  • Pedido de homologação será feito na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo
Resumo Editorial

O grupo de tratamento oncológico Oncoclínicas obteve a adesão de mais da metade dos credores envolvidos em seu plano de recuperação extrajudicial, superando o quórum legal para pedir homologação à Justiça. A medida busca reestruturar dívidas bilionárias enquanto a empresa enfrenta dificuldades de caixa relacionadas a operadoras de saúde e a um conflito com o Banco Master.

A Oncoclínicas, um dos maiores grupos de tratamento de câncer da América Latina, anunciou que conquistou apoio suficiente de credores para seguir com seu plano de recuperação extrajudicial. A proposta abrange cerca de R$ 5,7 bilhões em dívidas, e titulares de créditos que somam mais de R$ 3,5 bilhões — equivalente a 61,6% do total — aderiram à iniciativa. O percentual ultrapassa o mínimo de 50% exigido pela Lei de Recuperação Judicial e Falências (Lei nº 11.101/2005) para que o plano seja submetido à homologação judicial.

Com o quórum alcançado, a companhia dará continuidade ao pedido na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. A próxima etapa será a publicação de um edital, permitindo que os credores apresentem eventuais questionamentos ao plano. A versão atualizada da proposta foi entregue à Justiça na quinta-feira (29/10) e considera os créditos abrangidos pela recuperação extrajudicial, excluindo débitos entre empresas do próprio grupo.

A crise da Oncoclínicas se deve, entre outros fatores, ao estrangulamento do caixa causado pelas operadoras de saúde. Segundo a companhia, os planos se recusam a antecipar recebíveis de faturas e travam a cessão desses recebíveis a bancos, recursos necessários para garantir o fornecimento de medicamentos em dia. A situação também gerou reclamações constantes contra os planos de saúde na Agência Nacional de Saúde (ANS).

Um dos percalços enfrentados envolve o Banco Master, que injetou R$ 1 bilhão em um aumento de capital da Oncoclínicas e passou a deter 20% da empresa. Os recursos foram aplicados em CDBs do próprio Master, parte deles não paga. Antes da liquidação do banco, as partes firmaram acordo determinando que a Oncoclínicas teria direito de retomar as ações de Daniel Vorcaro caso o Master não honrasse os pagamentos. No entanto, o Master repassou ao Banco de Brasília (BRB) R$ 90 milhões em ações da Oncoclínicas antes de devolvê-las; esses papéis estavam em fundo de Vorcaro e valiam R$ 400 milhões à época, enquanto atualmente valem R$ 150 milhões.

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