No âmbito da polarizada disputa presidencial de 2022, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) estabeleceu uma condição pública de renúncia ao mandato caso o candidato Renan Santos (Missão) obtivesse 3% dos votos válidos, número que se revelou irrelevante diante do resultado final de 2,24%.
Contexto e Condições da Promessa Pública
A declaração de Kataguiri, proferida durante manifestação pública no sábado (3/10), especificou que a renúncia dependeria da confirmação por pesquisa de campo da Datafolha ou Quaest realizada no domingo subsequente ao segundo turno eleitoral, exigindo precisão técnica e transparência na apuração.
O compromisso assumido pelo parlamentar reconfigurou o mandato em objeto de aposta política, submetendo sua permanência à validade estatística de um percentual eleitoral, enquanto Renan Santos consolidou 2,24% dos votos válidos — equivalente a mais de 2,6 milhões de sufrágios — colocando-se em quarto lugar na corrida presidencial.
Kim Kataguiri vinculou sua continuidade no Congresso à marcação exata de 3% nos votos, número que não foi alcançado por Renan Santos, que obteve 2,24%.
Repercussão e Desdobramentos Imediatos
A ausência de cumprimento da condição acionada por Kataguiri gerou questionamento sobre os limites éticos e jurídicos da promessa política, enquanto o próprio deputado reiterou a necessidade de aguardar o resultado oficial da Datafolha ou Quaest antes de qualquer decisão definitiva.
Com a confirmação do placar final, a iniciativa parlamentar permanece como um gesto simbólico de responsabilidade eleitoral, sem efeitos práticos sobre o mandato, mas reforçando o caráter performático de alguns discursos no cenário político brasileiro.



