A SP Águas confirma que o Sistema Cantareira registra, desde outubro de 2010, déficits históricos de precipitação e vazão natural, com 68% dos 191 meses analisados apresentando chuvas abaixo da média e 91% com vazão inferior à referência histórica, situação que exige medidas de contenção imediatas para garantir o abastecimento humano e a preservação dos ecossistemas em áreas críticas.
Contexto Climático e Diagnóstico Hidrológico do Sistema Cantareira
A análise detalhada dos boletins diários dos mananciais, referente ao período entre outubro de 2010 e setembro de 2024, revela uma tendência alarmante de aridificação no Sistema Cantareira, onde a precipitação acumulada caiu significativamente em relação às médias históricas, com variações que ultrapassam 60% em anos recentes.
Especialistas apontam que o aumento das temperaturas e a frequência de eventos pluviométricos intensos e de curta duração comprometem a infiltração no solo, reduzindo a recuperação da vazão natural e aprofundando o déficit hídrico em um cenário de mudança climática acelerada.
68% dos meses analisados apresentaram precipitação abaixo da média histórica, enquanto 91% registraram vazão natural inferior à referência do período de 15 anos.
Repercussão Técnica, Legal e O peracional da Crise Hídrica
A diretora-presidente da SP Águas, Camila Viana, ressalta que as projeções da entidade já consideram cenários com precipitação equivalente a 60%, 70% e 80% da média histórica, parâmetros utilizados para elaborar planos de contingência em face da incerteza crescente no fluxo hídrico.
O coordenador do O ndas, Amauri Pollachi, alerta que a alteração dos regimes hidrológicos exige políticas públicas estruturadas para mitigar os efeitos da variabilidade climática sobre o abastecimento urbano e rural em todo o território brasileiro.



