Na noite de quarta‑feira (16/9), durante ato do Partido dos Trabalhadores em Ceilândia (DF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que o governo federal não concederá recursos da União para salvar o Banco de Brasília (BRB), que se encontra em grave crise financeira, enquanto a Comissão Especial de Recuperação de Ativos e Composição Consensual de Danos, criada pelo GDF por decreto no DODF em 15/9, conta com 30 dias para concluir a apuração dos prejuízos.
Contexto Institucional e Histórico da Crise do BRB
O presidente destacou que a atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), tenta atribuir ao governo federal a responsabilidade pela deterioração do BRB, ao passo em que afirmou que quem realmente quebrou o banco foi a articulação entre o ex‑governador Ibaneis Rocha (MDB) e a gestão do Banco Master. Lula reforçou que o BRB adquiriu títulos inexistentes no valor de R$ 12 bilhões, operação que ampliou a vulnerabilidade financeira da instituição e desencadeou investigação penal no STF.
Nos últimos meses, Celina Leão compareceu ao Supremo Tribunal Federal para solicitar ao Tesouro Nacional um empréstimo bilionário que poderia conter a crise do BRB, em decorrência da aquisição de ativos considerados "podres" pelo Banco Central após a liquidação do Banco Master por suspeitas de fraudes bilionárias.
O BRB comprou títulos inexistentes no valor de R$ 12 bilhões, agravando sua crise financeira.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Recuperação
A Comissão Especial, instaurada pela Procuradoria‑Geral do DF e prevista no decreto publicado no DODF em 15/9, tem prazo de 30 dias, prorrogáveis, para identificar ativos bloqueados pela Justiça, negociar acordos de ressarcimento e propor composição consensual dos danos em favor do BRB, com interlocução direta com o Ministério Público, o Poder Judiciário, o Banco Central e demais órgãos de controle.
O presidente Lula reiterou seu compromisso com a candidatura de Leandro Grass (PT) à governador do Distrito Federal, prometendo dedicação pessoal à campanha e defendendo que Brasília necessita de uma administração eficaz para evitar nova crise institucional.
R$ 12 bilhões.



