Após seis anos de paralisação imposta pela pandemia de Covid-19, o icônico 'Trem da Morte' reativou seus serviços ferroviários na Bolívia, retomando a operação entre Puerto Quijarro e Santa Cruz de la Sierra, com itinerários programados para os domingos e sextas-feiras às 13h, após intenso processo de adequação técnica e autorização sanitária.
Contexto Histórico e O peracional da Retomada do Serviço Ferroviário
A reactivação do serviço, operado pela Ferroviaria O riental, envolve um trajeto de 618 quilômetros que cruza a região da Chiquitania, com paradas estratégicas em El Carmen, Roboré e San José, e mantém a tarifária padizada em torno de R$ 160 por passagem, valor acessível ao perfil do viajante local e turista internacional.
O retorno ocorre após um intervalo de seis anos marcado por interrupções prolongadas devido às restrições sanitárias globais, com a empresa tendo concluído adequações nos trens e na infraestrutura de terminais, inclusive na estação de Puerto Quijarro, ponto limítrofe com o Brasil e marco inicial da rota que conecta o país à Argentina e ao próprio território nacional.
O Trem da Morte percorre 618 quilômetros entre Puerto Quijarro e Santa Cruz de la Sierra com passagens custando aproximadamente R$ 160.
Repercussão Institucional e Desafios Futuros
O Ministério Público boliviano recentemente solicitou a prisão do ex-presidente Evo Morales sob acusação de tentativa de assassinato, movimento que adiciona tensão política ao contexto já fragilizado pela pandemia e às críticas sobre segurança nas linhas férreas.
A retomada do serviço deve impulsionar o turismo regional e fortalecer a integração logística entre o interior boliviano e as fronteiras com Brasil e Argentina, embora desafios como o estado das vias e a fiscalização operacional permaneçam como obstáculos à plena eficiência.



