No domingo (30/8), o presidenciável do PSD, Ronaldo Caiado, percorreu a Avenida Paulista em companhia da candidata Mara Gabrilli, durante caminhada que percorreu cerca de 400 metros entre o Conjunto Nacional e a Rua Peixoto Gomide, às 13h, sob o cenário de manifestações que reivindicavam o fim da escala 6×1, enquanto o candidato reiterou seu apoio à proposta, desde que o governo apresentasse alternativas viáveis para os pequenos e microempresários, os maiores empregadores do país.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A apuração jornalística confirmou que a caminhada ocorreu no âmbito da campanha eleitoral de 2026, com a presença de apoiadores e imprensa, em um momento de intensificação do debate sobre a reforma do regime trabalhista, que prevê a redução da jornada semanal de seis dias para um dia de folga. Manifestantes se concentravam em frente ao vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde se articulavam em torno da pauta defendida por sindicatos e movimentos sociais, enquanto o próprio Caiado, governador de Goiás, posicionou-se como favorável à mudança, desde que viabilizasse a manutenção da produtividade e a viabilidade econômica para os setores formais e informais.
O evento contou ainda com a participação do vereador Lucas Pavanatto (PL-SP), que cruzou com os dois candidatos durante o trajeto e foi alvo de críticas por proferir gritos de "Derrete" em referência ao senador Guilherme Derrite (PP-SP), cotado para disputar uma vaga no Senado. A agenda do candidato incluiu ainda compromissos com o setor produtivo em jantares e almoços na zona oeste paulistana, consolidando São Paulo como palco central das estratégias regionais do PSD.
Conforme registros da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a concentração em frente ao Masp manteve-se pacífica, sem registro de confrontos ou intercorrências significativas durante o horário da tarde.
O candidato afirmou que o governo tem que apresentar alternativas viáveis para os mais de 8 milhões de pequenos e microempresários brasileiros, que representam 99% das empresas do país e respondem por 45% do emprego formal.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A postura de Caiado foi rapidamente analisada por juristas especializados em direito do trabalho, que destacaram a necessidade de equilibrar a flexibilidade laboral com a proteção dos empreendedores, especialmente diante da resistência manifestada por categorias econômicas vulneráveis à alteração do regime atual.
Especialistas apontam que a eventual aprovação da escala 6×1 dependerá da construção de um marco regulatório que contemple isenções fiscais, crédito barato e apoio técnico às micro e pequenas empresas, medidas já preconizadas pelo Conselho Nacional de Política Econômica (CNPE) e pelo Ministério da Economia.


