São Paulo registra o setembro mais chuvoso desde 1943, com 253,8 milímetros de precipitação acumulada até as 9h de 14 de setembro, superando em três vezes a média climatológica mensal e consolidando o terceiro maior acumulado da série histórica iniciada em 1961, atrás apenas dos anos de 1983 e 1993.
Contexto Meteorológico e Registro Climatológico
O s dados oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmam que São Paulo viveu seu setembro mais intenso em termos de precipitação desde o início da série histórica em 1943, com 253,8 milímetros registrados até as 9h do dia 14, superando a média mensal de 83,3 milímetros em mais de três vezes. A concentração de chuvas na zona norte da cidade atingiu patamares historicamente elevados, com acumulados que refletem condições atmosféricas excepcionais, possivelmente associadas a sistemas frontais prolongados e umidade persistente no sudeste brasileiro.
As condições climáticas observadas em 2026 reiteram a tendência de eventos extremos, com o acumulado até o dia 14 já ultrapassar os valores registrados em 1983 (243,1 mm), ano que detinha o segundo maior setembro da série histórica. Apenas os anos de 1983 e 1993 registraram volumes superiores ao verificado neste mês, com 243,1 mm e 206,7 mm, respectivamente, segundo análise do Inmet baseada em dados contínuos desde o início do século XX.
O volume de chuva registrado até as 9h de 14 de setembro – 253,8 mm – é três vezes superior à média climatológica mensal e marca o terceiro maior acumulado da história paulista desde 1961.
Repercussões Hidrometeorológicas e Medidas Preventivas
As autoridades municipais reforçaram os protocolos de prevenção de alagamentos e deslizamentos, acionando equipes da Defesa Civil e da Sabesp para monitoramento contínuo das áreas vulneráveis, especialmente nos distritos norte e oeste da capital. O aumento da umidade do solo eleva o risco de instabilidades geológicas, exigindo atenção redobrada da população em regiões propensas a deslizamentos.
Especialistas apontam que o padrão observado neste mês pode sinalizar uma mudança climática mais frequente na região sul do Brasil, com aumentos progressivos na intensidade das precipitações extremas. O Inmet deve atualizar seus modelos preditivos para refletir os novos parâmetros históricos registrados.



