Em março de 2025, o réu Walace Andrade de O liveira recebeu sentença definitiva de 39 anos e quatro meses de reclusão pela prática de latrocínio consumado contra o policial civil João Pedro Marquini e latrocínio tentado contra a magistrada Tula Corrêa de Mello, em Vargem Grande, no Rio de Janeiro. O julgamento, ocorrido na 17ª Vara Criminal da Capital do Rio de Janeiro, destacou provas robustas que atestam sua participação direta no roubo da arma de fogo e do distintivo da vítima, culminando na morte do agente durante abordagem na Estrada da Grota Funda.
Contexto Institucional e Procedimentos Judiciários
A apuração conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil revelou que o crime ocorreu em 30 de março de 2025, quando o policial civil, com 11 anos de experiência e treinamento na SWAT da Polícia de Miami, foi surpreendido por criminosos que interromperam sua trajetória entre Campo Grande e a residência de familiares, onde acompanhava a esposa, a juíza Tulla Melo. O s agressores fecharam a pista, dispararam cinco tiros — no braço, peito e perna — e subtraíram a arma de fogo e o distintivo oficial da vítima antes de fugir para a comunidade César Maia, sob domínio do Comando Vermelho. O caso mobilizou investigações coordenadas entre as delegacias especializadas e o setor judiciário, com apoio técnico da Forensic Science Institute.
Nos autos, o juiz Fabio Lopes Cerqueira destacou que as evidências materiais e testemunhais comprovam a participação direta de Walace Andrade de O liveira no latrocínio consumado, incluindo a ação coordenada com outros elementos que executaram a falsa blitz preparatória no entorno da região sudoeste fluminense. A sentença reforça a gravidade da conduta armada e o uso letal da força letal contra um agente público em exercício.



