Investigação apura vínculos entre militar e milícia armada
O tenente-coronel Luiz Augusto Normanha de Carvalho, atualmente diretor do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa, foi preso preventivamente em 7 de setembro, em Santa Maria da Vitória, sob acusação de participar de uma milícia armada no oeste da Bahia, durante a terceira fase da O peração Justa deflagrada pelo MPBA. A investigação apura sua suposta colaboração com o grupo criminoso liderado pelo sargento Carlos Erlani Gonçalves Santos, que atuava há uma década no serviço ilegal e já havia sido condenado por atos relacionados à milícia.
Normanha recebeu R$ 286 mil de Carlos Erlani Gonçalves Santos e pagamentos mensais de R$ 15 mil, além de despesas como faculdade da filha
A denúncia aponta que a estrutura da milícia contava com apoio logístico e operacional do tenente-coronel, que coordenava atividades sob a aparência de serviços de segurança privada. As investigações revelam que o pagamento mensal fixo e os valores destinados a despesas pessoais indicam um esquema estruturado de corrupção passiva militar, no qual o policial teria desviado seu dever institucional para favorecer atos ilícitos.
Impacto na segurança pública e próximos passos
A prisão preventiva de Normanha visa impedir que ele interfira nas investigações ou continue coordenando atos ilícitos com a milícia. A Polícia Militar da Bahia ainda não se manifestou publicamente sobre o caso, aguardando posicionamento formal da defesa.
Conforme o MPBA, o caso deve culminar em processo criminal com pedido de cassação do cargo público do policial, se comprovada a prática delitiva. AOperação Justa segue com outros alvos envolvidos em redes paralelas de poder no interior baiano.



