O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completa 81 anos nesta terça-feira (27), dois dias após conquistar seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. Nascido em 27 de outubro de 1945, o petista iniciará o próximo governo, em 2027, ampliando seu próprio recorde como o presidente mais velho a tomar posse no Brasil.
Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. O adversário recebeu 59.826.041, ou 48,21%. A diferença foi de 4.430.191 votos, segundo apuração concluída do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O aniversário também marca os 24 anos de sua primeira vitória presidencial. Em 27 de outubro de 2002, quando completou 57 anos, Lula derrotou José Serra (PSDB) no segundo turno e foi eleito para comandar o país pela primeira vez.
Recorde de idade e votação
Lula já havia estabelecido o recorde de idade na posse ao iniciar seu terceiro mandato, em janeiro de 2023, aos 77 anos. Em 2024, tornou-se também a pessoa mais velha a exercer a Presidência, ultrapassando Michel Temer (MDB), que deixou o cargo aos 78. No ano seguinte, foi o primeiro presidente brasileiro a chegar aos 80 anos durante o exercício do mandato.
Com a vitória de domingo (25), o petista também superou sua maior votação anterior. Em 2022, havia recebido 60.345.999 votos contra Jair Bolsonaro (PL). Agora, ultrapassou os 64 milhões e se tornou o primeiro candidato a vencer uma eleição presidencial brasileira após terminar o primeiro turno em segundo lugar.
Do movimento sindical ao quarto mandato
Lula nasceu em uma localidade que, à época, pertencia a Garanhuns, em Pernambuco, e hoje integra o município de Caetés. Ainda criança, mudou-se com a família para o estado de São Paulo. Formou-se torneiro mecânico pelo Senai e trabalhou em fábricas antes de ingressar no movimento sindical.
Em 1975, assumiu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Ganhou projeção nas graves do ABC Paulista no fim daquela década e participou da fundação do PT, em 1980. Seis anos depois, foi eleito deputado federal e integrou a Assembleia Nacional Constituinte.
Sua primeira disputa pelo Planalto ocorreu em 1989, quando perdeu para Fernando Collor. Voltou a concorrer em 1994 e 1998, eleições vencidas por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), antes de conquistar a Presidência em 2002.
Foi reeleito em 2006, contra Geraldo Alckmin, então no PSDB e hoje seu vice. Retornou ao cargo após derrotar Jair Bolsonaro em 2022. A eleição de 2026 foi sua sétima disputa presidencial nas urnas e garantiu o quarto mandato, que começara aos 81 anos.



