No domingo (4), um jornalista da equipe do Estado do Pará O nline (EPOL) foi ameaçado enquanto registrava a movimentação de apoiadores do candidato Adriano Coelho nas proximidades da Escola Santo Afonso, em Belém, onde a prática de boca de urna, vedada pela legislação eleitoral no dia da votação, pode ter configurado infração contra as normas de campanha.
Contexto Institucional e Apuração dos Fatos
A apuração realizada pelo Estado do Pará O nline constatou que o grupo, com música alta e aglomeração, encontrava-se a poucos metros da entrada da unidade de ensino, com referência explícita aos números 1500 vinculados à campanha de Adriano Coelho; ao perceberem a gravação, dois indivíduos aproximaram-se do profissional, um dos quais proferiu palavrões, afirmou pertencer a um 'blog' crítico ao candidato e determinou que o jornalista deixasse o local em dez minutos, além de ameaçar: 'Cuidado com o vídeo'.
O episódio ocorreu em um cenário de intensa polarização política, com o EPOL apurando possíveis indícios de violação à Lei nº 9.504/1997, que proíbe a propaganda eleitoral no dia da eleição, e o caso segue sob investigação para determinar se houve crime de boca de urna ou coação de votante.
O jornalista foi ameaçado por apoiadores do candidato Adriano Coelho enquanto registrava movimentação em local próximo à escola, em clara violação à legislação eleitoral vigente.
Repercussão Jurídica e Positionamentos O ficiais
A Diretoria do EPOL formalizou registro de ocorrência às autoridades competentes e reiterou seu compromisso com a apuração rigorosa dos fatos, enquanto o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) informou que está ciente do caso e avalia medidas cabíveis para coibir práticas ilegais nas proximidades dos locais de votação.
Especialistas em direito eleitoral ressaltam que a ameaça à integridade do processo de voto pode configurar crime eleitoral com pena prevista em lei, e o Ministério Público Federal no Pará deve ser acionado para apurar eventuais vínculos entre os agressores e a campanha de Coelho.



