No âmbito da contenda eleitoral de 2026 no Rio de Janeiro, o Ministério Público Eleitoral (MPE) formaliza denúncia contra Junior da Lucinha, filho da deputada estadual Lucinha (PSD), por ser indicado pelo partido como candidato a deputado estadual, apesar de seu histórico de vínculos com a milícia do Bonde do Zinho e investigações da O peração Dinastia II que o apontam como braço político de organização criminosa.
Contexto Institucional e Evidências da Denúncia
A apuração conduzida pelo MPE, com base em laudos da O peração Dinastia II e análises do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), revelou padrões atípicos de votação em 36 colégios eleitorais da zona O este carioca, onde 89,9% dos votos para Junior da Lucinha foram concentrados em áreas sob domínio do Bonde do Zinho, incluindo 48% em um único colégio eleitoral, indicativo de dominação coercitiva sobre o eleitorado.
Antecedentes indicam que Junior da Lucinha, embora não tenha sido réu em processos criminais, mantém proximidade comprovada com a milícia liderada por Zinho — acusado de constituir milícia privada e já sentenciado na O peração Dinastia II —, enquanto sua mãe, Lucinha, foi afastada do cargo na Assembleia Legislativa por vínculos com o grupo e posteriormente reabilitada por decisão parlamentar.
Junior da Lucinha obtive 89,9% dos votos em 36 colégios eleitorais dominados pelo Bonde do Zinho, com 48% concentrados em um único local, sinalizando supressão democrática.
Repercussão Jurídica e Estratégias Políticas
O TRE-RJ acatou o pedido do PSD e agendou audiência para quarta-feira (2) para que Carlo Caiado, presidente da Câmara Municipal do Rio; Luiz Paulo Rocha, deputado estadual decano da Alerj; e Rosa Fernandes, vereadora em nono mandato, prestem depoimento como testemunhas favoráveis à candidatura de Junior da Lucinha, apesar das denúncias do MPE que apontam indícios claros de instrumentalização do crime organizado na campanha.
A defesa oficial sustenta que a candidatura não viola a lei elegível, enquanto o MPE requere a cassação com base na cláusula de inelegibilidade por conexão com organização criminosa, o que pode culminar na anulação da candidatura e na proibição de concorrer nas eleições de 2026.



