O velório do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, que morreu após ser espancado durante un ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Santos, no litoral paulista, será realizado nesta quarta-feira (28), a partir das 9h, no Cemitério Chora Menino, no bairro do Imirim, zona Norte de São Paulo.
O sepultamento está previsto para às 16h, no Cemitério Congonhas, na zona Sul da capital. Veja imagem divulgada pela família:
Marcelo era estudante de mestrado na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ele morreu na tarde da última segunda-feira (26), após permanecer internado em decorrência das agressões sofridas durante a madrugada do último sábado (24) em Santos.
Entenda o caso
Marcelo participava de um evento com apresentação de samba durante um ato político em apoio ao presidente Lula, na região da avenida Conselheiro Nébias, em Santos.
Segundo informações divulgadas pela SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), o engenheiro se afastou dos amigos para ir ao banheiro e foi abordado por um grupo de pessoas. Ele foi agredido e teve pertences roubados.
Ao perceberem a demora, os amigos procuraram Marcelo e o encontraram inconsciente. A vítima foi socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhada inicialmente à Santa Casa de Santos.
Posteriormente, foi transferida para o Hospital São Paulo, unidade universitária vinculada à Unifesp, onde morreu.
Dois adolescentes foram apreendidos
A Polícia Civil apreendeu dois adolescentes suspeitos de envolvimento no crime. Segundo a SSP-SP, a investigação identificou cinco adolescentes e dois adultos suspeitos de participação no caso.
Após a morte de Marcelo, a ocorrência passou a ser investigada como latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte.
As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do ataque e a participação de cada suspeito.
O pai de Marcelo havia apontado uma possível motivação política e homofóbica para a agressão. A Polícia Civil afirmou que o boletim de ocorrência foi registrado no Centro de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos, e investiga o ocorrido, a motivação e a identificação dos envolvidos.
(Com informações do Estadão)
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



