Na quarta-feira (2), a candidata da Unidade Popular (UP) ao Governo do Pará, Gal Leite, participou da série de sabatinas promovida pela TVC Pará, onde detalhou propostas estruturais para saúde, segurança pública e proteção à mulher, em um contexto de profunda crise nos serviços públicos estaduais.
Contexto Institucional e Histórico da Apuração das Propostas
A sabatina, conduzida pelo apresentador Thiago Barros, reuniu-se em um cenário de crescente insatisfação social com a gestão estadual, especialmente no que tange à descentralização de serviços essenciais e à precarização das políticas públicas em Belém.
Gal Leite, cuja trajetória profissional iniciou-se na alfabetização aos 13 anos no Mobral, posteriormente consolidou-se na educação e na assistência social por meio de concurso público, revelou que sua aproximação com a vida pública emergiu da vivência direta com deficiências estruturais observadas em abrigos para crianças em vulnerabilidade, como a falta crônica de insumos básicos como fraldas, fato que a motivou à mobilização sindical para denunciar o colapso do sistema de assistência social.
A candidata afirma que a gestão atual dos hospitais estaduais por O rganizações Sociais (O Ss) transforma a saúde em mercadoria, agravando filas e comprometendo o acesso dos pacientes das regiões interioranas.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Implantação das Propostas
As propostas de Gal Leite demandam a extinção da administração privada dos hospitais estaduais e a retomada da gestão direta pelo Estado, além da realização de concursos públicos e do fortalecimento institucional da Secretaria Estadual de Saúde, com descentralização de serviços especializados para municípios do interior para aliviar a pressão sobre os hospitais regionais como o O phir e o Barros Barreto.
Diante da defesa da ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) com funcionamento contínuo e da expansão da Casa da Mulher Brasileira, a candidata alerta que a ausência de vagas em abrigos durante a noite intensifica o risco de violência doméstica contra mulheres, exigindo urgência na política de acolhimento emergencial.



