Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) asseguraram a eleição para as duas cadeiras do Senado Federal de Santa Catarina, superando adversários como Esperidião Amin (Progressistas), Décio Lima (PT) e Lunelli (MDB), em pleito que consolidou a estratégia do Partido Liberal de ampliar sua influência no Congresso Nacional.
Contexto Institucional e Histórico da Eleição
A apuração das urnas revelou vitória contundente de Carol de Toni, que somou 227.632 votos na reeleição de 2022 pelo PL, consolidando sua trajetória como principal representante da base conservadora em Santa Catarina, enquanto Carlos Bolsonaro, após renunciar ao mandato de vereador no Rio de Janeiro e mudar de partido para o PL em março de 2024, assegurou a segunda vaga com apoio estratégico da cúpula nacional do PL, incluindo Valdemar Costa Neto e Jorginho Mello.
Antecedentes políticos e manobras internas evidenciam a polarização dentro da base conservadora catarinense, onde a decisão de Carlos Bolsonaro gerou atritos com lideranças regionais do PL que defendiam nomes com raiz local, enquanto a confirmação da chapa dupla em fevereiro de 2026, após reunião com autoridades partidárias e apoio explícito de Michelle Bolsonaro, reforçou a aposta da sigla em consolidar poder federal no estado.
Carol de Toni e Carlos Bolsonaro garantem as duas vagas do Senado catarinense com 488.595 votos combinados, superando Expectativa Amin e demais candidatos em disputa direta.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
A Justiça Eleitoral já declarou a validade da candidatura de Carlos Bolsonaro à transferência eleitoral para Santa Catarina, apesar das contestações de dirigentes locais do PL que questionaram a legitimidade da mudança de domicílio e a ausência de vínculo prévio com o estado, enquanto Carol de Toni reforçou seu compromisso com a agenda conservadora ao reiterar apoio à PEC da Prisão em 2ª Instância durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça.
O novo senador deve enfrentar desafios na articulação com a base local e na gestão de expectativas políticas, especialmente após críticas de setores do PL que defendiam maior presença de figuras regionais, enquanto o governo federal deve priorizar alinhamento com a agenda econômica liberal defendida pelo partido, sinalizando possível impulso à reforma tributária e à agenda de segurança pública nos primeiros anos de mandato.



