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Política

Lula reduz impostos sobre gasolina e etanol para conter impacto da alta do petróleo

PorDaniela SantosVerificadoOrtografia IAPublicado Há 55 min
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Lula reduz impostos sobre gasolina e etanol para conter impacto da alta do petróleo
Fatos Rápidos da Notícia
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto e uma medida provisória para reduzir o impacto da alta do petróleo nos combustíveis no Brasil
  • A redução das alíquotas do PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina é de R$ 0,63 por litro, com os tributos incidindo em R$ 0,16 por litro, e a medida é válida entre 10 de setembro e 5 de outubro
  • A medida provisória autoriza subvenção econômica de R$ 1,00 por litro para óleo diesel, com valor definido pelo Ministério da Fazenda e disponível enquanto perdurar a instabilidade no mercado internacional devido ao conflito no Oriente Médio
Resumo Editorial

Lula reduz impostos sobre gasolina e etanol, com R$ 0,63 de desoneração e R$ 1,00 de subvenção ao diesel, visando conter a pressão inflacionária enquanto o petróleo permanece acima de US$ 100.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (9 de setembro), um decreto e uma medida provisória destinadas a mitigar o impacto da alta do petróleo sobre os preços dos combustíveis, com a redução temporária das alíquotas do PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina em R$ 0,63 por litro e a concessão de subvenção econômica de R$ 1,00 por litro para o óleo diesel, medidas que vigoram entre 10 de setembro e 5 de outubro.

Contexto Institucional e Justificativas da Medida

A análise dos documentos presidenciais revela que o decreto presidencial reduz as alíquotas do PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina em R$ 0,63 por litro, além de eliminar tributos incidentes sobre o etanol hidratado, enquanto a medida provisória autoriza subvenção econômica ao óleo diesel no valor inicial de R$ 1,00 por litro, instrumento jurídico previsto no artigo 66 da Constituição Federal que permite ao Executivo regulamentar matérias econômicas emergenciais.

A decisão foi tomada em resposta à volatilização dos preços internacionais do petróleo, impulsionada pela reta nas tensões geopolíticas no O riente Médio, particularmente pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã após o bloqueio do Estreito de O rmuz, fato este que tem reduzido a oferta global e elevado o preço do barril do Brent para acima de US$ 100,81 na manhã de 9 de setembro, segundo dados do Ministério da Fazenda.

Ponto de Destaque

A subvenção ao óleo diesel será mantida enquanto perdurar a instabilidade no mercado internacional decorrente do conflito no O riente Médio.

Repercussão Técnica e Perspectivas para os Combustíveis

O governo federal, por meio do Ministério da Fazenda, informou que os recursos destinados aos subsídios totalizam aproximadamente R$ 6,6 bilhões, valor calculado com base na projeção de consumo e na variação dos preços internacionais, sendo financiados com receitas adicionais decorrentes da arrecadação tributária sobre a Petrobras, que continuará a ser tributada mesmo com a redução das alíquotas sobre a gasolina.

A expectativa dos analistas é de que a medida atenuará a pressão inflacionária nos últimos dias do período eleitoral, mas alertam que o efeito será transitório; o término da vigência da medida em 5 de outubro pode gerar nova volatilização dos preços caso as tensões no O riente Médio persistam ou se houver interrupção prematura da subvenção ao diesel.

Atenção / Ponto Crítico
A medida provisória perderá validade em 5 de outubro, podendo gerar aumento imediato nos preços dos combustíveis se não for prorrogada ou substituída por legislação ordinária.

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