Na manhã desta quinta-feira (10/9), o Instituto Médico Legal (IML) concluiu o laudo pericial sobre o óbito de Larissa Cruz Morata, 29 anos, técnica em radiologia e esposa do soldado da Polícia Militar Vinícius Costa Silva, 26, cuja morte, ocorrida no domingo (6/9), em Embu das Artes, ainda suscita intenso debate entre os órgãos competentes e a família.
Contexto Institucional e Evidencial da Apuração Pericial
As investigações oficiais confirmaram a existência de elementos técnicos cruciais no laudo do IML que apontam para a trajetória do projétil — disparado da esquerda para a direita, acima da orelha esquerda e posteriormente na parte posterior da cabeça —, dado que contradiz a hipótese de suicídio autoinfligido defendida inicialmente pelo marido. A análise balística, realizada pelo Instituto de Criminalística (IC), constatou ainda que a arma utilizada pertencia ao PM, encontrava-se funcional e foi localizada sob o corpo da vítima, reforçando a teoria de homicídio doloso com possível motivação de controle psicológico.
Conforme registrado no boletim de ocorrência inicial, que classifiquei a morte como suspeita devido à ausência de elementos concluintes, os procedimentos periciais subsequentes incluíram exames residuográficos nas mãos do suspeito e da vítima, coleta do estojo deflagrado e análise do carregador e munições apreendidas — todos encaminhados ao IC para perícia rigorosa. A família, por sua vez, destacou que Larissa era destra, condição que inviabilizava a possibilidade de autolesão com a arma encontrada em seu poder.
O laudo do IML aponta trajetória do projétil incompatível com suicídio e confirma a presença da arma funcional sob o corpo da vítima.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Criminais
A Justiça concedeu prisão preventiva ao soldado Vinícius Costa Silva após interrogatório da Corregedoria da PM no velório da vítima, medida fundamentada na suspeita de feminicídio e na existência de indícios de dolo direto por parte das autoridades periciais. O agente encontra-se sob custódia no Presídio Militar Romão Gomes, unidade destinada a militares acusados de infrações graves.
O s próximos passos incluem a formalização da denúncia pela Polícia Civil, o acompanhamento do processo pelo Ministério Público e a possibilidade de perícias complementares sobre vestígios psicológicos e históricos da relação conjugal, sob responsabilidade da equipe interdisciplinar da Secretaria de Segurança Pública.



