A publicação original de Antonio Tabet, humorista e ator conhecido pelo personagem Sargento Peçanha, que apresentava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com a provocativa legenda "A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida! ", foi alvo de decisão judicial em 25 de setembro, quando o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou sua remoção das redes sociais e proibiu a divulgação de conteúdos análogos, após representação da campanha de Flávio Bolsonaro; entretanto, em 27 de setembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, reverteram integralmente essa medida, restabelecendo o acesso ao material e afirmando que não havia base jurídica para concluir que a expressão "família miliciana" referia-se diretamente ao político paulistano.
Contexto Institucional e Histórico da Polêmica
A apuração jornalística constatou que a controvérsia iniciou-se com a interpretação da defesa de Flávio Bolsonaro de que o termo "família miliciana" empregado por Antonio Tabet constituía referência velada à sua família, fato este que motivou representação junto à Justiça Eleitoral para a retirada do conteúdo das plataformas digitais; nesse contexto, o ministro André Mendonça atendeu ao pedido em 25 de setembro, determinando a exclusão imediata da publicação e estabelecendo proibição permanente de futuros materiais com teor semelhante, sob fundamento de preservação da ordem pública durante o período eleitoral.
Antecedentes relevantes incluem a trajetória de Antonio Tabet como humorista digital, cuja ironia sobre questões raciais e familiares tem provocado debates públicos recorrentes, além da notória associação entre o personagem Sargento Peçanha e sua crítica social afiada, o que configurou o ambiente fértil para a polêmica atual, enquanto o STF manteve postura técnica ao separar decisões judiciais inferiores da análise constitucional dos princípios eleitorais.
A decisão do ministro Flávio Dino restaurou integralmente o acesso à publicação original envolvendo Nossa Senhora Aparecida após análise jurídica que considerou impossível atribuir referência direta à família Bolsonaro no uso da expressão "família miliciana �
Repercussão Jurídica e Estratégias de Comunicação
As manifestações oficiais destacam o embate entre garantias constitucionais e alegações de abuso no ambiente eleitoral: Flávio Dino justificou a reversão da decisão com base na impossibilidade técnica de comprovar vínculo direto entre a expressão utilizada e Flávio Bolsonaro, reforçando compromisso com liberdade de expressão em período pré-eleitoral; já André Mendonça sustentou inicialmente a remoção sob argumento de proteção contra discurso que poderia incitar polarização exagerada, embora tenha recuado ao reconhecer falta de elementos concretos para vinculação jurídica efetiva.
O s próximos passos incluem monitoramento das redes sociais por parte do TSE quanto a novos conteúdos considerados vulneráveis à Lei Maria da Penha ou legislação eleitoral específica, enquanto Antonio Tabet deve decidir se mantém ou modifica seu discurso público em resposta ao embate institucional entre os ramos do Poder Judiciário.



