Na terça-feira, 23 de janeiro de 2024, às 14h42, o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como "Mineiro", realizou uma reunião no Palácio do Planalto que, segundo registros da portaria obtida via Lei de Acesso à Informação, não consta nas agendas oficiais das autoridades presentes no local.
Contexto Institucional e Evidências da Apuração
De acordo com a delação premiada apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR), entre 2020 e 2025, Freixo movimentou aproximadamente R$ 1,3 bilhão ao converter valores em dinheiro vivo e entregá-los em malas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, conforme relatado em documentos sigilosos que detalham sua atuação como intermediário na operação financeira.
A investigação revela que o nome do empresário não aparece em nenhuma das agendas oficiais registradas no Palácio do Planalto durante o período analisado, entre janeiro de 2022 e março de 2025, reforçando a suspeita de que sua presença tenha ocorrido sem registro institucional, enquanto o Ministério Público Federal segue apurando a origem lícita dos recursos envolvidos na suposta esquema de corrupção.
Mais de R$ 1,3 bilhão foram movimentados por Freixo em transações com dinheiro vivo entre 2020 e 2025 para pagamento de comissões indevidas
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Ministério Público Federal mantêm sigilo sobre os detalhes da delação, mas confirmam que as investigações seguem no campo da lavagem de bens e corrupção passiva, com foco na apuração da origem dos recursos e na identificação dos beneficiários finais dos pagamentos indevidos.
Enquanto a Secretaria de Comunicação da Presidência da República ainda não se manifestou publicamente sobre o caso, especialistas apontam que a ausência de resposta institucional pode gerar pressão para abertura de procedimento formal no âmbito do Tribunal de Contas da União (TCU), dada a gravidade dos valores envolvidos e a ligação com agentes públicos por meio de vantagens indevidas.



