A Raízen aprovou, em assembleias gerais extraordinárias da Raízen S.A. e da Raízen Energia S.A., um conjunto de medidas societárias para avançar na execução do plano de Recuperação Extrajudicial, homologado em 30 de julho de 2026. As decisões incluem a estruturação de um aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões e uma redução de capital em até R$ 35 bilhões, além da separação das operações de combustíveis e de energia.
O aumento de capital será realizado por meio de três emissões simultâneas: ações ordinárias a R$ 0,25 por papel, ações preferenciais classe B também a R$ 0,25 e Units, compostas por uma ação ordinária e uma ação preferencial classe A, a R$ 0,50 por unidade. A operação prevê aportes da Shell Brazil Holding ou afiliadas, de até R$ 3,5 bilhões, e da Aguassanta Participações ou afiliadas, de até R$ 500 milhões, caso opte por participar.
Com a conclusão do processo, serão constituídas duas companhias abertas, independentes e listadas na bolsa. A Raízen S.A. ficará concentrada na distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell, enquanto a Raízen Energia reunirá as atividades de produção e comercialização de etanol, açúcar e bioenergia.
As assembleias aprovaram a composição dos novos Conselhos de Administração das futuras empresas. Samuel Aguirre foi indicado para presidir o Conselho da companhia de distribuição de combustíveis e lubrificantes, enquanto Julio Cesar de Toledo Piza Neto assumirá o colegiado da empresa de etanol, açúcar e bioenergia. Para a liderança executiva, foram indicados Lorival Nogueira Luz Jr., na distribuição de combustíveis e lubrificantes, e Geovane Dilkin Consul, nos negócios de etanol, açúcar e bioenergia.
