O embate entre Washington Quaquá, vice-presidente do PT e prefeito de Maricá, e Benedita da Silva, ex-senadora do partido, revelou-se como um dos capítulos mais reveladores das divisões internas do PT na corrida pelo Senado Federal no Rio de Janeiro, com o primeiro declarando publicamente que a derrota da colega estava "óbvia", atribuindo-a à estratégia eleitoral restrita à base de esquerda e à ausência de aliança com setores do centro político.
Contexto Institucional e Estratégico da Disputa
A apuração oficial confirmou que Benedita da Silva obteve 3.220.765 votos, equivalente a 20,22% dos votos válidos, terminando em terceiro lugar na disputa pelo Senado Federal no Rio de Janeiro, atrás dos candidatos Carlos Portinho (PL) com 4.264.932 votos (26,77%) e Carlos Jordy (PL) com 3.912.405 votos (24,56%), enquanto Quaquá reforçou sua análise crítica ao afirmar que o fracasso decorreu da escolha de uma campanha excludente, limitada à esquerda, sem ampliar a base eleitoral com elementos moderados ou conservadores que poderiam garantir maior viabilidade.
Nos bastidores do partido, o impasse entre Quaquá e Benedita se originou da indicação das vagas de suplentes para a chapa, com o vice-prefeito rejeitando publicamente as propostas da Executiva Nacional do PT e ameaçando retirar seu apoio caso seus nomes não fossem priorizados, enquanto a candidata defendia sua autonomia para definir a composição da chapa, evidenciando uma ruptura na coordenação estratégica do PT em âmbito nacional e estadual.
A petista recebeu 3.220.765 votos (20,22%), terminando em terceiro lugar na disputa pelo Senado Federal no Rio de Janeiro.
Repercussão Política e Caminhos Futuramente Definidos
A declaração de Quaquá repercutiu como um forte indício da crise institucional vivida pelo PT, ao responsabilizar diretamente a estratégia de campanha da candidata pela derrota e defender publicamente a necessidade de alianças amplas com o centro político como condição sine qua non para vitórias eleitorais futuras.
Diante do resultado adverso e das críticas feitas ao modelo adotado por Benedita, o partido deve repensar sua abordagem tática nas próximas eleições estaduais e federais, priorizando a construção de chapaços com candidatos capazes de atrair eleitores de diferentes espectros ideológicos para garantir maior penetração no eleitorado brasileiro médio.



