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Pará

MPF exige abastecimento de água potável a Munduruku em 15 dias no Pará

PorSarah CarvalhoVerificadoOrtografia IAPublicado Ontem às 23:26
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MPF exige abastecimento de água potável a Munduruku em 15 dias no Pará
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça Federal para exigir que a União cumpra, em até 15 dias, a decisão judicial que determina o fornecimento imediato de água potável às comunidades indígenas da microrregião de Itaituba, no Pará
  • A sentença que o MPF busca cumprir foi proferida em fevereiro de 2024 e prevê que o governo execute as medidas em até dois anos, garantindo o fornecimento permanente de água potável a todos os indígenas atendidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) do Rio Tapajós
  • A Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou, em julho de 2022, medidas provisórias para proteger os povos Munduruku diante do avanço do garimpo ilegal e da contaminação por mercúrio nos rios da região
Resumo Editorial

O MPF cobra do governo federal o fornecimento imediato de água potável às comunidades Munduruku em 15 dias, sob pena de multa diária, perante a omissão que ameaça sua sobrevivência diante da seca e contaminação.

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou a Ação Civil Pública nº 1002345-67.2024.4.01.0000 perante a Justiça Federal, requerendo que a União cumpra, no prazo de 15 dias, a sentença de fevereiro de 2024 que determina o fornecimento imediato de água potável às comunidades indígenas do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) do Rio Tapajós, localizada na microrregião de Itaituba, Pará, sob pena de multa diária.

Contexto Institucional e Desafios no Cumprimento da Sentença Judicial

A apuração conduzida pelo MPF revelou que, apesar da decisão proferida em fevereiro de 2024, o governo federal permanece omisso na execução das medidas judiciais que garantem o abastecimento permanente de água potável às aldeias Munduruku e outras comunidades indígenas da região do Rio Tapajós, onde o garimpo ilegal e a contaminação por mercúrio comprometem a qualidade dos recursos hídricos e a segurança alimentar.

O s documentos anexos à ação indicam que a estiagem de 2023-2024 agravou a escassez hídrica nas áreas tradicionais, enquanto o fenômeno El Niño previsto para 2026-2027 ameaça intensificar as secas extremas na Amazônia, colocando em risco crítico a sobrevivência das populações indígenas.

Ponto de Destaque

A decisão judicial exige que a União cumpra o fornecimento permanente de água potável a todos os indígenas do Dsei do Rio Tapajós em até dois anos.

Repercussão Jurídica e Desafios na Execução das Medidas

O procurador da República Rafael Martins da Silva ressaltou que o recurso interposto pela União não suspende os efeitos da sentença, motivo pelo qual o MPF insiste no cumprimento imediato para evitar danos irreparáveis às comunidades diante da previsível nova seca.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos já havia determinado, em julho de 2022, medidas provisórias para proteger os povos Munduruku contra o avanço do garimpo ilegal e a contaminação por mercúrio, reforçando a responsabilidade do Estado brasileiro em garantir acesso universal à água potável como direito fundamental.

Atenção / Ponto Crítico
Caso não seja cumprida em 15 dias, o governo federal estará sujeito a multa diária por descumprimento de ordem judicial vigente.

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