Na quarta-feira, 9 de outubro, a Apple registrou queda de 1,24% em suas ações na Nasdaq, cotadas a US$ 312,21, no imediato contexto do lançamento do iPhone Duo, primeiro produto anunciado sob o comando do novo presidente-executivo, John Ternus, que assumiu o cargo em 1º de setembro após 15 anos de mandato de Tim Cook.
Contexto Institucional e Histórico do Lançamento
A transição para o comando de John Ternus ocorreu oficialmente em 1º de setembro, encerrando uma gestão de 15 anos de Tim Cook, segundo CEO da empresa desde 2011, e marcando a primeira mudança de liderança executiva desde a posse de Steve Jobs até sua morte em outubro de 2011. O mercado reagiu com cautela ao primeiro evento de lançamento sob nova direção, com as ações cedendo 1,24% no mesmo dia, enquanto o iPhone Duo — dispositivo dobrável desenvolvido com tecnologia licenciada da chinesa Royole, pioneira no segmento desde 2018 — foi apresentado como a principal aposta da empresa para renovar seu portfólio premium.
O histórico da Apple demonstra resiliência diante de ciclos tecnológicos: após a introdução do iPhone X em 2017, que eliminou o botão home e redefiniu a interface do aparelho, a empresa segue apostando em inovações que justifiquem atualizações periódicas. O crescimento anual de mais de 15% nas ações da Apple em 2024, embora inferior à Nvidia (20%), reflete forte posição no mercado global de smartphones, mesmo com pressão por inovação contínua.
A Apple projeta receita de US$ 55,5 bilhões para o iPhone no quarto trimestre e US$ 274,2 bilhões no próximo ano.
Repercussão Jurídica e Estratégica
A apresentação do iPhone Duo gerou debate sobre conformidade regulatória, já que a categoria de smartphones dobráveis ainda enfrenta análise rigorosa por órgãos como a Anatel e a Cade, que monitoram possíveis impactos na concorrência e na segurança dos dispositivos. John Ternus declarou publicamente que a empresa mantém compromisso com padrões técnicos rigorosos e com a privacidade dos usuários, reforçando que as inovações são respaldadas por testes internos certificados.
A expectativa é que o novo formato atraia consumidores que mantêm aparelhos por mais tempo, ampliando o ciclo de vida do investimento tecnológico e potencialmente estimulando renovações em massa nos próximos dois anos.


