Os brasileiros voltam às urnas neste domingo (25/10) para decidir quem comandará o país a partir de 2027. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta conquistar um quarto mandato, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) tenta sair vitorioso da primeira disputa à Presidência da República.
Mais de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a participar do segundo turno. Além da escolha para o Palácio do Planalto, haverá votação para governador no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal.
A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Nos estados com disputa para governador e no Distrito Federal, essa será a primeira escolha na urna, seguida do voto para presidente.
A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Nos estados com disputa para governador e no Distrito Federal, essa será a primeira escolha na urna, seguida do voto para presidente.
Em algumas cidades, haverá também eleições suplementares para prefeito ou plebiscitos. As disputas para deputados e senadores foram encerradas no primeiro turno.
Na corrida presidencial, Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Cerca de 2,2 milhões de votos separaram os candidatos em 4 de outubro. Nenhum deles, porém, alcançou mais da metade dos votos válidos, e a decisão ficou para este domingo.
Para Lula, a eleição pode representar uma quarta vitória na corrida pelo Planalto, feito inédito no país. Aos 80 anos, o presidente tenta repetir os resultados de 2002, 2006 e 2022. Os dois primeiros o mantiveram no governo entre 2003 e 2010; o terceiro marcou seu retorno ao poder, depois de derrotar Jair Bolsonaro.
Flávio, de 45 anos, disputa pela primeira vez o comando do país. Advogado e filho mais velho do ex-presidente, cumpriu quatro mandatos consecutivos como deputado estadual no Rio de Janeiro antes de chegar ao Senado, em 2019.
O petista passou as três semanas entre os turnos tentando recuperar terreno. A campanha petista reviu a estratégia de comunicação nas redes sociais e levou milhares de apoiadores às ruas, enquanto buscava os votos necessários para superar Flávio.
No grupo do senador, o resultado do primeiro turno alimentou a confiança na vitória. Aliados chegaram a tratar a eleição como “ganha” e começaram a negociar a composição de um eventual governo.
Esse ambiente mudou à medida que pesquisas internas mostraram Lula mais próximo do adversário. A campanha de Flávio ajustou o discurso e reforçou a mobilização para evitar que a confiança no resultado levasse seus apoiadores a deixar de votar.
Lula e Flávio disputam os votos de um eleitorado que cresceu desde a última eleição presidencial. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Brasil ganhou cerca de 2,3 milhões de eleitores desde 2022, quando havia 156,4 milhões de pessoas aptas a votar.
As mulheres continuam maioria: são aproximadamente 83,9 milhões, ou 52,84% do eleitorado. São Paulo permanece como o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores, seguido por Minas Gerais, com 16,4 milhões, e Rio de Janeiro, com 12,9 milhões.
A eleição também atravessa as fronteiras brasileiras. Cerca de 919 mil pessoas estão habilitadas a votar no exterior, em 186 cidades. Para elas, a escolha é exclusivamente para presidente e vice-presidente.
Entre os eleitores mais jovens, aproximadamente 1,6 milhão têm 16 ou 17 anos e podem decidir se querem participar. O voto também é facultativo para pessoas analfabetas e para os maiores de 70 anos, grupo que reúne quase 17 milhões de eleitores.
Eleitores que estão com o título regular e não votaram no 1º turno das Eleições 2026 poderão votar normalmente durante o 2º turno, marcado para 25 de outubro
Testes das urnas eletrônicas no TSE
No primeiro turno, cerca de 125 milhões de pessoas compareceram às urnas. A abstenção alcançou cerca de 21% do eleitorado. Aproximadamente um em cada cinco eleitores habilitados deixou de votar. A ausência na primeira etapa não impede a participação neste domingo.
Quem estiver com o título regular poderá votar mesmo sem ter justificado a falta em 4 de outubro. Cada turno é considerado uma eleição independente pela Justiça Eleitoral. A pendência anterior continua sujeita à justificativa ou ao pagamento de multa, mas não precisa ser resolvida antes da nova votação.
Para quem vai às urnas, um cuidado deve vir antes do deslocamento: conferir o endereço da seção eleitoral. Algumas funcionarão em locais diferentes dos utilizados no primeiro turno, por isso a recomendação vale também para quem votou há três semanas.
Para quem vai às urnas, um cuidado deve vir antes do deslocamento: conferir o endereço da seção eleitoral. Algumas funcionarão em locais diferentes dos utilizados no primeiro turno, por isso a recomendação vale também para quem votou há três semanas.
Dados do TSE apontam que 361 seções mudaram de local entre os turnos. As alterações envolvem 100 locais de votação. A Corte Eleitoral afirma que as transferências ocorrem em situações como problemas na estrutura dos imóveis, condições climáticas e riscos à segurança.
O endereço atualizado, a zona e a seção podem ser consultados pelo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral, no portal do TSE.
A quantidade de escolhas será menor que no primeiro turno, quando os brasileiros também votaram para deputados e senadores. Na maior parte do país, haverá apenas o voto para presidente; nos cinco estados com disputa para governador e no Distrito Federal, serão duas escolhas.
Alguns municípios terão votações adicionais. Em sete, os eleitores também escolherão novos prefeitos e vice-prefeitos em eleições suplementares: Itaguaí (RJ), Arroio do Sal (RS), Santana do Itararé (PR), Macedônia, Martinópolis e Narandiba (SP), além de Goiatins (TO).
Nas seis primeiras cidades, o voto para presidente virá antes da escolha para prefeito. Em Goiatins, como o Tocantins também terá segundo turno para governador, serão três votos, nesta ordem: governador, presidente e prefeito.
A estrutura anunciada pelo TSE para as eleições deste ano reúne 563.910 urnas eletrônicas. Desse total, 499.248 foram destinadas à votação. Outras 64.662 compõem a contingência e a reserva técnica, para substituir equipamentos em caso de necessidade.
Em áreas de difícil acesso, a distribuição de urnas, materiais e equipes depende também de aeronaves e embarcações. As Forças Armadas apoiarão esse transporte em 39 municípios de oito estados e atuarão na segurança da votação e da apuração em 306 municípios de 11 estados.
Ao todo, aproximadamente 25 mil militares serão mobilizados no segundo turno, segundo o Ministério da Defesa. A operação atende, entre outras localidades, comunidades rurais, regiões ribeirinhas e terras indígenas.
A Polícia Federal manterá equipes em todo o país para prevenir e apurar crimes eleitorais. Nas rodovias federais, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) terá como prioridade garantir a circulação dos eleitores.



