O meio-campista Leandro Paredes, aos 32 anos, declarou que a dificuldade de prosseguir na seleção argentina se acentuou após a imposição de suspensão de dez partidas, decorrente do empurrão ao colega espanhol Gavi ao término da final da Copa do Mundo contra a Espanha, ocorrida em agosto, fato que, aliado à aposentadoria de Lionel Messi da Albiceleste, intensificou o debate sobre sua permanência no elenco.
Contexto Institucional e Consequências Disciplinares
A investigação conduzida pela Comissão Disciplinar da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) apurou que Paredes protagonizou três agressões físicas contra Gavi, enquanto seu compatriota Nahuel Molina foi autuado por duas infrações semelhantes, ambas ocorridas nos minutos subsequentes ao apito final da partida, que selou o triunfo argentino por 3 a 3 (4 a 2 nos pênaltis).
O caso repercutiu em âmbito esportivo e jurídico, culminando na aplicação de sanções financeiras de 90 mil dólares (equivalentes a R$ 464 mil), medida que reforça o caráter exemplar da entidade em face de condutas antiesportivas, mesmo diante da emoção pós-jogo e da ausência imediata de desculpas formais por parte dos envolvidos.
Paredes enfrenta dez partidas de suspensão e multa de 90 mil dólares após empurrar Gavi ao chão na final da Copa do Mundo.
Repercussão Política e Perspectiva Futura
A Confederação Argentina de Futebol, por meio de seu presidente Claudio Tapia, afirmou que as sanções serão analisadas em conjunto com o technical committee para avaliar eventuais recursos administrativos, enquanto o técnico Lionel Scaloni evitou comentários diretos sobre a decisão, indicando que a conversa com Paredes ocorrerá em momento oportuno para definir sua condição no grupo.
Especialistas em direito esportivo apontam que a ausência prolongada de Paredes compromete a continuidade tática argentina, sobretudo considerando o ciclo de transição iniciado com a saída de Messi, cujos valores simbólicos e técnicos ainda repercutem nas escolhas do comando técnico.



