Na manhã de 17 de setembro, a Polícia Federal deflagrou a O peração Termidor, ação coordenada que resultou na apreensão de múltiplas pilhas de dinheiro escondidas dentro de um guarda-roupa durante busca e apreensão judicial em residência alvo de investigação contra grupo suspeito de praticar furto sistemático do fruto do dendê, movimento que, segundo apurações, movimentou cerca de R$ 1 bilhão ao longo de quatro anos e gerou o bloqueio de aproximadamente R$ 153 milhões em bens e valores pela Justiça.
Contexto Institucional e Investigação Criminal
A operação, conduzida pela 4ª Vara Federal Criminal da Superintendência da Justiça do Pará (SJPA), cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em municípios localizados no estado do Pará – Belém, Ananindeua, Castanhal, Tomé-Açu e Tailândia – além de Indaiatuba (SP), totalizando dez locais onde foram identificadas estruturas ligadas a um esquema criminoso integrado à cadeia produtiva do dendê.
As investigações revelaram que o grupo operava com apoio logístico e institucional de servidores públicos e possuía mecanismos avançados de documentação falsa para fraudar a Caixa Econômica Federal, além de utilizar canais financeiros informais para transferir recursos entre o Brasil e a Argentina, configurando um 'banco paralelo' que dificultava a rastreabilidade dos valores ilícitos.
A O peração Termidor resultou no bloqueio judicial de R$ 153 milhões em bens e valores pertencentes ao grupo criminoso investigado.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Apuração
As medidas judiciais determinaram ainda a suspensão indeterminada das atividades econômicas de 11 empresas vinculadas ao esquema criminoso, conforme decisão da 4ª Vara Federal Criminal da SJPA, sinalizando um esforço coordenado para desarticular a estrutura financeira e operacional do delito.
Autoridades envolvidas destacam a gravidade dos indícios fiscais e de lavagem de capitais apurados, com o Ministério Público Federal aguardando laudo técnico complementar para formalizar denúncia; os próximos passos incluem a análise das comunicações apreendidas, o exame das movimentações bancárias e a continuidade das investigações para responsabilizar todos os agentes envolvidos.



