Na madrugada de terça-feira (7/10), a Polícia Militar do Interior prendeu, em Praia Grande, o pai Wellington Ferreira da Silva, acusado de sequestrar sua filha de 10 anos após agredir e ameaçar a mãe, que havia sido procurada pela Justiça desde setembro. A captura ocorreu durante patrulhamento no bairro Guilhermina, quando agentes identificaram um gesto suspeito de um homem e criança caminhando em sentidos opostos na calçada, culminando em abordagem que exigiu uso moderado da força e algemas em razão da resistência e risco de fuga.
Contexto Institucional e Procedimentos da Captura
A operação foi conduzida pelo 45º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), com equipes destacadas para monitoramento ostensivo na região litorânea paulista, após a notificação de que Wellington Ferreira da Silva — identificado como foragido judicial desde início de setembro — havia deslocado a menor de Barueri para a Baixada Santista, violando medidas protetivas e configurando crime de sequestro e cárcere privado. Testemunhas relataram que a criança, ao ser abordada, gritou que havia sido levada à força, contextualizando o episódio como potencialmente linked ao caso de abuso já noticiado pela imprensa.
Antecedentes indicam que o pai, já conhecido às autoridades por histórico de violência doméstica, teria fugido com a filha após agredir a mãe em 20 de setembro, quando a vítima procurou a Defensoria Pública alegando ameaças e tentativas de retenção ilícita da criança, fato este que motivou o pedido de prisão preventiva pelo Juízo da Vara da Infância e Juventude de Barueri.
O suspeito, procurado pela Justiça desde setembro, foi detido com uso moderado da força e algemas após resistência à abordagem policial na orla de Praia Grande.
Repercussão Institucional e Próximos Desdobramentos
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande assumiu o inquérito para apurar os detalhes do sequestro e cárcere privado, enquanto o Conselho Tutelar local assumiu a guarda provisória da criança até a chegada da mãe, que viajou de Barueri para Praia Grande para recuperá-la sem laudos clínicos que atestassem qualquer trauma físico ou psicológico.
As autoridades ressaltam que o caso segue sob estrita sigilo para preservação da investigação, com previsão de audiencia de custódia nos próximos dias e possibilidade de transferência do réu à Justiça Federal caso haja vínculo com crime hediondo.



