O presidente de Israel, Isaac Herzog, revelou surpresa e preocupação com o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de encerrar a ajuda militar americana a Israel. Herzog abordou o tema em reunião com o partido Yashar, liderado por Gadi Eisenkot, principal rival do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
"A questão da ajuda americana me preocupa muito, e ela também caiu sobre mim como um raio em céu azul", declarou Herzog. Ele lembrou que existe um memorando de entendimento com os Estados Unidos válido até 2028 e defendeu a formação de um governo para evitar eleições repetidas.
Trump afirmou que a ajuda a Israel terminaria neste ano, dois anos antes do término normal do acordo que garante US$ 3,8 bilhões anuais para a compra de armamentos americanos. O presidente americano deu poucos detalhes sobre o assunto em entrevista por telefone à Fox News durante as eleições de meio de mandato.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não comentou o anúncio publicamente. Já o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, buscou esclarecimentos sobre os próximos passos e defendeu a parceria militar em entrevista a um canal israelense.
"Os americanos precisam saber o valor dessa relação. Não se trata do que os americanos colocam nela. Trata-se do que eles tiram dela", comentou Huckabee. O embaixador discordou ainda do vice-presidente JD Vance, que atribuiu ao apoio a Israel parte das derrotas republicanas nas Midterms.



