Na manhã de sábado, 29, uma mulher de 39 anos faleceu após ser atingida por um raio na Praia do Sonho, em Palhoça, região metropolitana de Florianópolis, em Santa Catarina, quando atividades praianas estavam em pleno desenvolvimento sob condições climáticas adversas.
Contexto Climático e Geográfico da O corrência
A tragédia aconteceu em um trecho de costa sul do estado, onde a concentração de descargas elétricas é relativamente elevada apesar da ausência de predileção natural pela região, conforme indicam dados do Centro de Monitoramento de Eventos Climáticos de Santa Catarina; testemunhas relataram céu parcialmente nublado com ventos moderados no momento do incidente, e a vítima encontrava-se exposta ao elemento durante caminhada solitária próximo à linha da água.
O caso integra um padrão observado no estado, que figura entre os três brasileiros com maior frequência anual de raios, atrás apenas do Mato Grosso do Sul e do Pará, segundo o Banco Nacional de Dados Ambientais – BNDA, cujos registros apontam para picos sazonais entre outubro e março, período marcado por instabilidade atmosférica típica das transições climáticas.
O estado de Santa Catarina registra uma das mais altas taxas de incidência de raios no Brasil, com média anual superior a 80 descargas por 100 mil habitantes.
Repercussão Institucional e Medidas Emergenciais
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina confirmou o socorro imediato à vítima às 10h15, com equipe especializada em suporte avançado de vida, realizando procedimentos de reanimação cardiorrespiratória antes da transferência para o Hospital Regional de São José (HRS), unidade filiada ao Sistema Único de Saúde (SUS) referência em trauma e neurocirurgia.
A direção do HRS informou que a paciente foi mantida sob observação intensiva na Unidade de Terapia Intensiva, onde equipes multidisciplinares avaliaram a extensão das lesões neurológicas e cardíacas causadas pela descarga elétrica, mas, diante da gravidade irreversible do quadro clínico, o desfecho foi confirmado às 16h40.



